domingo, 16 de julho de 2017

Roger Federer, a perseverança faz a força


Após um ano de 2016 marcado por lesões, e encerrada antes mesmo do segundo semestre, o suíço Roger Federer viveu momentos de extremas incertezas.
A idade já avançada, e o jejum de títulos em torneios de Grand Slam, que vinha desde 2012, fazia com que os críticos pedissem uma aposentadoria do tenista da Basiléia, evitando um 2017 de decepções, que pudessem criar uma “mancha” em seu vasto currículo.
Porém, apoiado pela esposa Mirka, que lhe exigiu uma nova tentativa em sua carreira, Roger vem brindando os amantes do tênis arte, com um 2017 quase impecável.
Começou o ano em um torneio exibição, aonde em seus treinos acumulou mais torcedores do que em muitos jogos de chaves principais. E daí partiu para Melbourne, aonde disputaria o Aberto da Austrália, primeiro Grand Slam da temporada, como retorno oficial ao circuito.
Resultado? Título inesperado em cima do maior rival, o espanhol Rafael Nadal. Obra do acaso? Até parece.
Federer mostrou à todos que o título no Grand Slam australiano não foi uma mera coincidência, mas sim uma mostra de que ele voltara em 2017, não apenas para ser um mero coadjuvante, mas para lutar por grandes conquistas, sendo que logo em seguida vieram os títulos nos masters 1000 de Indian Wells e Miami.
Viria então a temporada em quadras de saibro, aonde sabiamente, Federer decidiu poupar o físico, e se preparar adequadamente para a tentativa do oitavo título em Wimbledon.
Confesso que, embora concordasse com a sua decisão, sabia que um eventual fracasso no Grand Slam londrino poderia gerar uma série de críticas por parte da sempre exigente imprensa.
Porém, Federer foi cirúrgico. Em alguns jogos no início do torneio não chegou a jogar o seu melhor tênis, muitas vezes prejudicado por uma gripe. Mas considerado o rei da grama, o suíço conhece como poucos os atalhos deste tipo de superfície, e jogo a jogo foi se sentindo mais adaptado.
A final deste domingo, diante do croata Marin Cilic, foi impecável. Embora o adversário sofresse com problemas nos pés, o que visivelmente limitou as suas forças, Roger sacou com maestria. Teve de lidar com um único break point em toda a partida, logo no início do primeiro set, o que poderia ter dado nova cara ao confronto.
Com isso, chega ao oitavo título em Wimbledon, se isolando como o maior campeão do torneio, e o 19° em Grand Slam, aumentando ainda mais a sua supremacia.
O que esperar agora de Roger Federer? Simples. Sem pressão nenhuma nas costas, ele entra agora na briga direta pela volta a liderança do ranking, que ocorreu pela última vez em 2012.
Corre a seu favor que, tanto Novak Djokovic quanto Andy Murray sofrem com problemas físicos e podem encerrar precocemente a temporada, e que o segundo semestre de Rafael Nadal, costumeiramente não é dos mais animadores.
E como não poderia deixar de mencionar, quero deixar registrado os meus parabéns ao mineiro Marcelo Melo, campeão duplas no sábado, ao lado do polonês Lukas Kubot. O 5° set decidido em 13x11 diante do austríaco Oliver Marach e do croata Mate Pavic, foi um teste para cardíacos.
E só de pensar que a parceria quase foi desfeita após um início de temporada sonolento, isso nos mostra que a perseverança traz frutos.
Mais do que o título, que era o seu sonho de criança, Melo volta a liderança do ranking de duplas, aonde espero que sirva não somente de motivação aos jovens tenistas que estão chegando em nosso país, mas também aos dirigentes para que olhem com mais amor ao tênis brasileiro.



domingo, 11 de setembro de 2016

Wawrinka faz o "impossível" e conquista o US Open. E temos mais um mineirinho bão de bola, uai


Em uma partida em que temia-se pela falta de competitividade frente ao domínio absoluto que Novak Djokovic exerce no circuito mundial há pelo menos duas temporadas, Stan Wawrinka ignorou o favoritismo de seu oponente, e faturou o terceiro título de Grand Slam de sua carreira, desta vez no US Open.

Logo no início da partida, Stan perdeu um game de saque que parecia tranquilo, em que tinha 40x15 de vantagem, e viu Djokovic se distanciar, abrindo 5x2. Mesmo assim, seguiu compenetrado, devolveu a quebra e levou a decisão ao tie-break, aonde acabou derrotado após sucessivos erros. Confesso que achei que o jogo terminaria ali, e que Stan não teria capacidade física e mental para reverter a adversidade.

Foi a partir de então que o suíço passou a incorporar o tenista que barbarizou na final de Roland Garros em 2015, encurralando o sérvio, que passava a reclamar de tudo dentro da quadra. Stan fez o dever de casa, sacando com propriedade, e colocando pressão nos games de saque do rival, levando as três parciais seguintes, assim como fizera na final em Paris na temporada passada.

A receita para deter Djokovic? É fato que se houvesse uma maneira simples de derrotá-lo, ele não estaria há tanto tempo dominando o circuito. Vale destacar que o sérvio vem se mostrando um gênio em reverter situações desfavoráveis, e a encontrar solução mesmo quando parece dominado pelos adversários.

Justamente neste ponto em que Wawrinka mostrou grandeza. Jogou com fidelidade a estratégia de buscar o ataque ao forehand para abrir a paralela e deslocar o adversário. Outra alternativa foi a alternância de velocidade dos golpes, usando bastante o efeito slice, inclusive em devoluções de saque, dificultando ao adversário gerar potencia nos golpes. Vale destacar que esta é a terceira temporada seguida em que Stan conquista ao menos um título de Grand Slam, e mais significativo ainda que foram em três torneios diferentes, faltando apenas Wimbledon para fechar esta seleta coleção.

A pergunta que fica no ar é, se após as derrotas em Wimbledon, nos Jogos Olímpicos e no US Open, Novak Djokovic estaria entrando em declínio. Honestamente, acredito que devemos ser mais justos com o sérvio. O domínio que ele tem no circuito atual é algo tão monstruoso, que até mesmo um super atleta como Nole, tem direito a uma fase não tão favorável. Em relação a recordes, se ele passará ou não Roger Federer em títulos de Grand Slam, certamente não seria a conquista deste título que responderia a esta questão, portanto, deixamos com que os deuses do tênis se encarreguem disso.

Por fim, não podemos deixar de destacar o título de Bruno Soares ao lado do britânico Jamie Murray nas duplas. Após passarem sufoco nas quartas e na semifinal, a decisão foi uma aula de como jogar duplas, diante do espanhóis Pablo Carreno Busta e Guillermo Garcia Lopez, que limitavam-se a desferir golpes potentes da base, sem mostrar uma estratégia clara para se impor diante de um parceria super competente. Impressionante como um completa o estilo do outro, com Bruno muito firme nas devoluções de saque e no fundo da quadra, enquanto Murray executa voleios com perfeição.

Momento grandioso desta dupla que se formou nesta temporada, e que já conquista o segundo Grand Slam. Certamente podemos esperar por voos mais altos. O tênis brasileiro agradece.

domingo, 7 de junho de 2015

Comprovações e surpresas em Roland Garos. E que mineirinho bão, uai.

Mais uma edição de Garros finalizada. Para nós brasileiros, foi muito saboroso celebrarmos mais um título de Grand Slam no saibro parisiense, algo que ocorrera pela última vez em 2001 com o nosso ilustre Gustavo Kuerten. Desta vez, o feito coube ao mineiro Marcelo Melo, que ao lado do crota Ivan Dodig, nos levaram a conquista nas duplas masculina, algo ainda mais saboroso por terem derrotados a todo poderosa parceria entre os irmãos Bob e Mike Bryan, considerada a melhor dupla da história. Há um bom tempo que nas duplas, não somente Melo, mas também nosso outro mineirinho, Bruno Soares, vem flertando com um título desta magnitude. Soares, bem é verdade, conquistou o US Open duas vezes nas duplas mistas, porém esta modalidade, ainda que seja de fato um Slam, possui um peso menor. O que estes rapazes estão fazendo nos últimos anos, é fruto de um trabalho intenso, com muita dedicação por parte de todas as suas respectivas equipes. PS: Dá gosto de ver Melo volear.
No feminino, certamente há  pouco o que se comentar, pois o domínio de Serena Willians é tão absoluto, que já podemos considerá-la candidata a ganhar todos os Grand Slams nesta temporada, algo  que, ao meu ver, somente um descuido mental poderá jogar contra a norte-americana.
Por fim, nas simples masculino, deu gosto de ver um tenista que baseia o seu jogo na agressividade, triunfar em Roland Garros. Se Novak Djokovic era o favorito absoluto, e foi o responsável pela queda do imponente espanhol Rafael Nadal, Stan Wawrinka ignorou todos estes predicados, foi corajoso, e, mesmo perdendo o primeiro set, soube ter paciência e não desistir da sua estratégia ousada, para estragar o sonho do sérvio.
Enfim, o que faltou para que Novak Djokovic enfim faturasse o único Slam que falta em sua prateleira? Foi nítido que Nole foi para a quadra para se basear em erros do rival. Com os golpes mais curtos, Stan usou e abusou de bolas potentes na cruzada para abrir a quadra, e em seguida desferir golpes precisos na paralela, e liquidar os pontos. O último veio com um magnifico backhand na paralela, marca registrada do suíço.
Este título, veio na hora exata ao suíço, para provar ao mundo que, o seu título no Australian Open de 2014 não foi um mero acaso. Com a cabeça no lugar, é certo que Stan pode consolidar-se tranquilamente no top 5 do ranking, aonde podemos quebrar a sigla big four, e transformá-la em big five. Os amantes do tênis agradecem.


terça-feira, 4 de junho de 2013

Primeiros semifinalistas definidos em Paris

Conhecidos hoje os primeiros semifinalistas de Roland Garros, com apenas uma surpresa, porém, longe de ser considerado uma zebra. Coube ao francês Jo-Wilfried Tsonga, roubar a cena, e eliminar o todo poderoso Roger Federer, e avançar as semifinais no saibro de Roland Garros pela primeira vez em sua carreira.
Confesso que esperava muito mais de Federer, e como postei ontem, considerava uma vitória do francês como improvável, mas novamente o suíço foi vítima dos seus erros, obviamente que sem tirar os méritos do talentoso Tsonga.
No outro duelo do masculino do dia, que decidiu o adversário de Tsonga, David Ferrer enfim colocou um ponto final no conto de fadas do seu compatriota Tommy Robredo, que estava com a movimentação em quadra visivelmente prejudicada devido a sequência de jogos longos. Ferrer, por sua vez, esteve impecável em quadra, fez belíssimas distribuições de golpes, sempre que possível buscando a definição dos pontos, algo não muito característico ao seu estilo.
É muito legal saber que nesta edição de Roland Garros, teremos um finalista inédito, ainda mais por se tratar de dois grandes batalhadores, que há anos estão flertando com uma vaga em uma final de torneio Grand Slam. Tsonga, é bem verdade, disputou uma decisão na Austrália em 2008, quando foi superado por Djokovic, e Ferrer, nunca viu a vaga na decisão de um major tão próxima, já que se livrou de Federer. Favorito para este duelo? Acredito que Tsonga tenha alguma chance de vitória se conseguir encontrar uma fórmula de encurtar os pontos, porém, por se tratar de uma partida em quadra de saibro, a tendência natural é que Ferrer avance a tão sonhada decisão. E ainda que seja cedo, não me surpreenderia se vê-lo no domingo erguendo o troféu de campeão, ainda que caso venha a enfrentar Nadal ou Djokovic, ele não seja o favorito.
No feminino, a italiana Sara Errani conseguiu pelo segundo ano consecutivo chegar a penúltima fase em Paris, e vai motivada a tentar a missão “impossível” diante de Serena Williams. Serena, por pouco não deu adeus a competição, e por instantes pareceu sentir o peso da responsabilidade diante de Svetlana Kuznetsova. Após um primeiro set impecável, perdeu a segunda parcial, e se viu em desvantagem de 0x2 no terceiro set. Porém, o seu melhor momento e a maior capacidade técnica prevaleceram, e ela conseguiu se impor nos momentos mais importantes.
A minha aposta para a partida entre Serena e Errani? Se não sentir o peso da responsabilidade, Serena dificilmente deixar escapar a vaga na decisão, já que possuir inúmeros recursos, diante de uma adversária muito esforçada, porém de poucos requisitos técnicos.
E o Brasil também vem fazendo bonito em Roland Garros. Bruno Soares, ao lado do austríaco Alexander Peya, derrotaram o mineiro Marcelo Melo que atuou em parceria com o croata Ivan Dodig, alcançando as quartas de final. Em busca de vaga na semi, Soares e Peya enfrentam os poloneses Mariusz Fyrstenberg e Marcin Matkowski.
Curioso, é que Soares e Melo travam amanhã outro duelo, desta vez, pelas quartas de final de duplas mistas. Soares atua ao lado da norte americana Lisa Raymond, enquanto Melo faz dueto com a também americana Liezel Huber.
Força, Brasil!!!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Chegando a hora da verdade em Roland Garros

Caros amigos, mais um ano, e mais uma edição de Roland Garros que está ai, e diga-se de passagem, que pena que está terminando. Certamente podemos pontuar o Grand Slam francês como o torneio mais charmoso do circuito, e que nos traz magníficas lembranças da época em que o nosso querido Guga Kuerten desfilava todo o seu arsenal de jogadas plásticas pelas quadras do complexo parisiense.
Ainda que os principais favoritos tenham avançado as quartas de final, algumas pequenas surpresas se garantem entre os oito melhores do torneio, no qual eu destacaria os veteranos Tommy Haas e Tommy Robredo. Robredo virou de forma magistral o embate com Almagro, quando estava dois sets abaixo, e viu o oponente abrir 4x1 no terceiro set, 4x2 no quarto, e 2x0 no terceiro. Agora terá uma parada dificílima contra David Ferrer, jogo que promete longas e intensas trocas de bola. Haas, por sua vez, se vingou com estilo do russo Mikhail Youzhny, que o derrotara semanas atrás no  Masters 1000 de Roma, e agora tem um teste de fogo contra Djokovic. Será que ele aguenta? Pelo menos ele pode se apegar no embate mais recente, quando nesta mesma temporada, despachou o sérvio do Masters 1000 de Miami.
Federer, por sua vez, fez um jogo no mínimo estranho diante do francês Gilles Simon, mas mostrou o quão difícil é um dos quatro primeiros dos ranking mundial serem surpreendidos pelo menos antes das quartas de final de um Slam. O suíço fez um primeiro set de encher os olhos, é verdade, mas na segunda parcial perdeu bastante a intensidade, se afundou em erros não forçados, e viu o adversário, como em uma passe de mágica, virar o placar para dois a um. À partir de então, a luz de alerta do suíço ligou, e ele voltou a dominar as ações, e sem grandes dificuldades venceu as duas últimas parciais, e o jogo. Agora, o embate é contra outro francês, o versátil Jo-Wilfried Tsonga.
Nadal, que após algumas rodadas de pequenos sustos, desta vez foi muito mais firme no fundo de quadra, e não cedeu espaço para os ataques do japonês Kei Nishikori. Vitória por três sets a zero e vaga assegurada nas quartas de final.
E Djokovic? Bem, o sérvio perdeu no duelo contra o alemão Philipp Kohlschreiber, o primeiro set nesta edição do torneio, e mesmo vencendo o outros três, teve alguns pequenos riscos, cedendo inúmeras oportunidades de quebra ao rival, mas soube se impor nos momentos decisivos.
Abaixo o meu palpite para os duelos de quartas de final:
Novak Djokovic x Tommy Haas: certamente um ótimo jogo, em que o alemão precisará se impor para evitar longos ralis, que favorecem ao sérvio. Vou de Djokovic, 3x1.
Rafael Nadal x Stanislas Wawrinka: Acredito que o suíço possa levar algum perigo por apenas um set, ou um set e meio. Mesmo assim, acredito que o touro vença em sets diretos.
Tommy Robredo x David Ferrer: Acredito que a sequência de jogos decididos no quinto set por parte de Robredo, pesarão muito nesta partida. Ferrer 3x0.
Roger Federer x Jo-Wilfried Tsonga: O currículo do suíço sobre a terra batida é mais extenso do que o do francês, e caso não cometa os erros da última partida, deve avançar. Tsonga deverá se apoiar na incansável torcida francesa, e caso consiga fazê-la participar efetivamente da partida, pode complicar. Acredito em uma vitória de Roger em quatro sets.

domingo, 3 de julho de 2011

Campeão de wimbledon e número 1 do ranking. Nole está nas nuvens.



Não é novidade para ninguém a fase que vive o sérvio Novak Djokovic. Seria o mesmo que bater na mesma tecla os inúmeros elogios ao seu desempenho na temporada, porém, Nole conseguiu algo que era questionável em seu jogo, triunfar na grama sagrada do All England Club.
Confesso que algumas partidas irregulares do sérvio colocaram dúvidas também na minha cabeça, como no duelo frente ao cipriota Marcos Baghdatis e diante do inexperiente ausraliano Bernard Tomic. Agora, a decisão deste domingo foi uma aula de como se enfrentar o todo poderoso Nadal no aspecto tático. Primeiramente, o seu forehand angulado no backhand do espanhol, digamos que com três quartos de potência, para em seguida desferir paralelas indefensáveis causam inveja em tenistas do calibre de Roger Federer. É claro que também vale destacar o seu poder de contra ataque para sair dos venenosos golpes com top sin de Nadal.
O que esperar agora deste segundo semestre? Com o número 1 do mundo em suas mãos, e o tão sonhado título em Wimbledon deixam Nole nas nuvens, e certamente ele é o favorito para terminar o ano na liderança do ranking.
E quanto a Nadal? Não sei aé que ponto as cinco derrotas para o sérvio em 2011 podem afetar a sua confiança, porém este fenomenal atleta é alguém que em hipótese alguma deve ser subestimado, e não duvidem se o mesmo retomar a ponta do ranking ainda em 2011.
Quanto ao suíço Roger Federer, é triste não vê-lo mais tão vibrante em quadra, e, com a idade chegando, vai começar a perder terreno caso não investir mais em seu físico. É uma pena, pois falamos no tenista mais completo que o mundo do tênis já viu.

Imagem extraida d endereço:
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domingo, 6 de junho de 2010

Recuperado, Nadal vai atrás do recorde de Borg


O espanhol Rafael Nadal mostrou mais uma vez o quanto o seu poder mental é surpreendente, principalmente no que diz respeito a sua capacidade de recuperação.
Nadal, que nesta semana completou 24 anos era contestado por muitos, principalmente após um final de temporada muito abaixo do comum em 2009, fruto de uma séria tendinite nos joelhos, isso tudo somado a perda de sua coroa em Roland Garros na mesma temporada, o que culminou com a perda da liderança do ranking mundial.
E não havia cenário mais adequado para a confirmação de sua total reação do que a charmosa cidade de Paris, no torneio que lhe consagrou, Roland Garros. E o adversário também não poderia ser outro, senão o sueco Robin Soderling, aquele mesmo maluco, que um ano atrás “soltou a mão” em todas as bolas, e conseguiu a maior façanha de toda a sua carreira ao despachar o espanhol nas oitavas de final.
Sim, o pentacampeonato em Roland Garros foi mais do que merecido a este jogador, ainda que ele não seja o tenista mais versátil e que não possui diversos recursos técnicos e variações de jogadas, ele é sempre muito fiel em sua estratégia de contra ataque e bolas com muito efeito top spin, além de sua habitual garra buscando bolas impossíveis para qualquer outro jogador.
O título em 2010 foi o quinto de sua coleção no saibro parisiense, sendo que Rafa está há apenas uma conquista de igualar o lendário sueco Bjorn Borg, algo que fatalmente ocorrerá, em virtude de sua juventude e acima de tudo pelo seu estilo de jogo se encaixar como uma luva nas quadras de terra.
O número 1 do mundo voltou as suas mãos para coroar esta magnífica temporada de quadras de terra, quando ele conquistou o “Clay Slam”, ou para nós, brasileiros, o “Grand Slam do saibro”, já que somado a Roland Garros, ele levantou as taças dos Masters 1000 de Monte Carlo, Roma e Madri.
A permanência de Rafael Nadal no topo do ranking mundial deverá estar assegurada pelo menos até meados de agosto, já que por ter perdido esta parte da temporada em 2009, ele não tem pontos à defender, e vê o seu maior rival, o suíço Roger Federer com a pressão pela defesa do título de Wimbledon.

Imagem extraída do endereço:

http://globoesporte.globo.com/tenis/noticia/2010/06/nadal-conquista-roland-garros-pela-quinta-vez-e-retoma-reinado-no-tenis.html

domingo, 31 de janeiro de 2010

Federer mostra que ainda é o melhor. Parabéns, Tiago Fernandes.


Este domingo, dia 31 de janeiro de 2010 deixou algumas incógnitas esclarecidas, provando que o suíço Roger Federer ainda pode render, e muito, todo o seu arsenal tenístico.
Após conquistar consecutivamente os títulos em Roland Garros e Wimbledon em 2009, o que o levaram a 15 conquistas em eventos deste nível, ou seja, o maior vencedor da história, muito se especulou sobre uma possível queda do atual número 1 do mundo, algo que ficou ainda mais a tona após a perda do título no US Open e no ATP Finals. Tais afirmações foram feitas inclusive por lendas do tênis, como o norte-americano John McEnroe.
É óbvio que estas colocações são, de certa forma, compreensível, pois é difícil um atleta manter uma supremacia e gana de vencer por muitos anos, após bater inúmeros recordes, como fez Roger Federer. O título conquistado neste domingo no Aberto da Austrália, em cima do talentoso britânico Andy Murray, certamente mostrou que o suíço ainda é sim o melhor tenista do circuito mundial. Dificilmente veremos alguém com incrível facilidade em executar os seus golpes, e que faz pouca força para a bola andar, como Federer.
Classifico a partida diante do russo Nikolay Davydenko, nas quartas-de-final como um divisor de águas para ele neste torneio, ainda mais estando um set atrás e com desvantagem de 1x3 no segundo. Agora, esta partida final diante de Andy Murray certamente terá a mesma importância da partida diante do russo, porém desta vez em termos da temporada em geral. Vale destacar que, além de se isolar ainda mais na ponta como o maior vencedor de Grand Slam, agora com 16 taças, Federer conquista também pelo menos o tetra campeonato em três das quatro competições mais importantes, sendo tetra campeão no Aberto da Austrália, penta no US Open, e hexa em Wimbledon. Em Roland Garros ele contabiliza somente uma conquista.
Por outro lado, não podemos deixar de destacar o talento de Andy Murray. O britânico, que lutava para encerra um tabu de 74 anos sem conquista de um tenista de seu país em eventos de Grand Slam, o último foi Fred Perry no Aberto dos Estados Unidos em 1936, é, assim como Federer, um tenista que executa os seus golpes com sutileza, e que possui um excelente preparo físico. Com certeza, naturalmente, o seu primeiro título de Grand Slam irá chegar. Algo parecido ocorreu com o próprio Federer, que mesmo um ou dois anos antes de conquistar o seu primeiro major, já era visto como um grande talento.
Como não poderia passar despercebido, vai aqui os meus parabéns para Tiago Fernandes, que conquistou o primeiro título em simples para o Brasil em um evento de Grand Slam na categoria juvenil. O próprio Guga conseguiu o feito nas duplas em Roland Garros, ao lado do equatoriano Nicolas Lapentti.


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domingo, 1 de novembro de 2009

Bellucci coroa boa temporada com o título em São Paulo


O paulista Thomaz Bellucci continua a sua trajetória de subidas no circuito mundial de tênis. Em uma temporada que teve alguns momentos complicados, quando o jovem tenista deixou inclusive o top 100 do ranking mundial, com coragem e ousadia, ele soube dar a volta por cima.
Não bastasse o título do ATP de Gstaad, Bellucci, agora no top 50 do ranking mundial (ocupa atualmente o 43º lugar), deve agora entrar no top 40 da ATP com o título conquistado neste domingo na etapa de São Paulo da Copa Petrobras, derrotando na decisão o perigoso e experiente equatoriano, Nicolas Lapentti.
A partida deste domingo mostrou inclusive alguns pontos que precisam ser aprimorados no tênis do brasileiro. Não resta dúvida de que ele tem um bom saque e ótimos golpes da linha de base, aonde ele gera muita potência e muda a direção da bola com facilidade. Por outro lado, Bellucci teve alguns momentos complicados no jogo, quando em dois de seus games de serviço no primeiro set, teve de sair de situação de 0x30, fruto da variação de velocidade imposta por Lapentti.
Porém, nada que não possa ser aprimorado com uma boa pré temporada. E é exatamente na pré temporada que Thomaz Bellucci está focado. Mesmo agora com o título do challenger paulista, que deve levá-lo ao top 40 do ranking mundial, ele preferiu encerrar a sua temporada, entrar em um curto período de férias, para em seguida iniciar com tudo as fase de treinamentos, visando um ano de 2010 ainda melhor.
A chave agora para o sucesso permanente estará na disputa dos grandes torneios, entre eles os Grand Slam. São nestes eventos que Bellucci terá de ganhar maior regularidade.
Que venha 2010, e com fé em DEUS, que Thomaz Bellucci continue nos dando mais alegrias, para que o tênis brasileiro deixe de apenas resgatar na memória as glórias de Maria Esther Bueno e Gustavo Kuerten, para sonhar com um presente se não igual ao passado, mas com um determinado brilhantismo. O Brasil merece.


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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Del Potro mostra que merece estar entre os melhores


A façanha de conquistar o US Open, último Grand Slam da temporada, obtida nesta segunda-feira diante do todo poderoso suíço, Roger Federer mostrou à todos não somente as qualidades técnicas de Juan Martin Del Potro, mas também todo o seu poder de luta, determinação e superação.
Como ilustração, seguem alguns fatos. Perder o primeiro set, e estar com uma quebra de desvantagem no segundo, ainda mais tendo pela frente um oponente que é considerado por muitos o melhor de todos os tempos, já seria motivo para tenistas como Marat Safin, entre tantos outros, entregarem a partida. Pois bem, o segundo set foi revertido, e o talentoso argentino venceu no tiebreak.
No terceiro set, Delpo mostrava todo o seu poder de fogo, acertando incríveis golpes da linha de base, chegando a ter uma quebra de vantagem. Porém, com algumas falhas, incluindo duas duplas faltas em momentos cruciais, viu o suíço reverter a situação, vencer o set, e ficar na frente por 2x1. Outro motivo para que muitos outros estraçalhassem a raquete, e em seguida entregassem o jogo, ainda mais tendo de salvar alguns break points no início do quarto set, como também ocorreu nesta partida.
Porém, a garra do argentino falou mais alto, a sua vontade e garra eram evidentes, e ele mostrou toda a qualidade de seus golpes de base, sobretudo o forehand, um golpe em que ele golpeia flat (sem efeito), utilizando uma mecânica com bastante amplitude, o que gera uma enorme aceleração na bola. Com isso, venceu o set, que foi decidido apenas em um tiebreak tenso.
No quinto set, o natural seria que Roger Federer controlasse os seus nervos, e se favorecesse do nervosismo de Juan Martin Del Potro, que disputava a sua primeira final de Grand Slam. Porém, para surpresa de muitos, e confesso que até de mim mesmo, o argentino lidava com naturalidade com esta situação. Conseguiu uma quebra logo no início, e mesmo tendo de salvar alguns break points quando sacava para confirmar a quebra, ele foi paciente, e ousado.
Com isso, a situação de Federer ficou cada vez mais desesperadora, à ponto de ele se afundar em erros, além de não encontrar solução para o potente jogo de seu oponente.
O título conquistado por Juan Martin Del Potro, sem sombra de dúvidas é mais do que merecido. Há cerca de um ano ele vem obtendo resultados expressivos, além de uma regularidade durante a temporada, que o deixa entre os melhores do mundo. O seu estilo de jogo se encaixa em qualquer superfície, talvez com exceção feita à grama, onde ele ainda fica devendo um pouco. Em relação aos aspectos técnicos de seu jogo, como eu já destaquei em algumas matérias anteriores, caso ele desenvolva o slice em seu backhand, poderá ficar ainda mais perigoso, pois teoricamente melhoraria o seu contra ataque. Destaco ainda a sua maturidade, já que controlar os nervos diante de Roger Federer, que é visto como um dos jogadores mais tranqüilos do circuito, e sair de diversos buracos, como foi destacado acima, realmente é missão para poucos.
Quanto a Federer, mesmo com esta derrota, todos sabem das proezas deste eterno campeão, e este resultado não pode, e não irá de maneira nenhuma, manchar a sua brilhante carreira.

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domingo, 13 de setembro de 2009

Após longa espera, Federer e Del Potro são os finalistas do US Open


Foi realmente mais demorado do que o esperado, mas finalmente os finalistas da chave masculina do US Open foram conhecidos.
Na primeira semifinal, o argentino Juan Martin Del Potro fez a partida de seus sonhos. Sacou com perfeição, e foi audacioso do fundo da quadra, deixando sempre o espanhol Rafael Nadal acuado. Foi um passeio, e ainda me chamou muito a atenção o quanto o guerreiro espanhol não encontrava a fórmula para reverter a situação, diferente do que é convencional. Mesmo nos momentos em que esteve com o seu serviço ameaçado, o argentino encaixava saques espetaculares, o que lhe deixava ainda mais confiante para arriscar no serviço de seu oponente.
No final, um acachapante triplo 6x2 selou a passagem de Del Potro para a sua primeira final de torneio Grand Slam.
Na segunda semifinal, entre o suíço Roger Federer e o sérvio Novak Djokovic, ainda que fora decidida em apenas três sets, o duelo foi muito parelho, e repleto de alternativas. No primeiro set, Djokovic teve uma quebra de vantagem e abriu 4x2. Porém, não conseguiu sustentar a vantagem e depois perdera o set no tiebreak. Na segunda parcial, os tenistas seguiam confirmando os seus games de serviço com facilidade, até que no 12º game, o sérvio sentiu a pressão, foi quebrado e viu Federer abrir 2x0.
No terceiro set, Djokovic teve 15x40 para quebrar Federer no 9º game. Porém, com certa precipitação, desperdiçou as oportunidades. Bastante animado e confiante, o suíço foi para cima no 12º game, fazendo deste momento o seu “show time”. Com 0x30, Djokovic trouxe Federer à rede e em seguida efetuou um lob. Esbanjando muita categoria, o tenista da Basiléia aplicou um magnífico Grand Willy (jogada executada por baixo das pernas quando o jogador está de costas para a quadra) e fez uma passada perfeita, para delírio de todos que acompanhavam a partida na Arthur Ashe Stadium. No ponto seguinte, ele fez um winner com o seu forehand na devolução de serviço, e garantiu a vaga na final do último Grand Slam da temporada pelo sexto ano consecutivo.
A final, que pelo segundo ano consecutivo será disputada na segunda-feira, traz um duelo em que Federer tem ampla vantagem no confronto direto diante de Del Potro, tendo vencido todos os seis jogos anteriores.
Posso destacar duas partidas entre ambos, cada uma com um roteiro totalmente diferente. Nas quartas de final do Aberto da Austrália deste ano, o suíço castigou o argentino, e aplicou fáceis 6x3, 6x0 e 6x0. Porém, na semifinal de Roland Garros neste mesmo ano, o suíço somente conseguiu triunfar no 5º set, tendo inclusive estado atrás em 1x2.
Com tudo o que Juan Martin Del Potro viveu, especialmente de um ano para cá, certamente ele se tornou um tenista muito mais perigoso. Ele tem aprendido a ter mais paciência para definir os pontos, deixando a afobação de lado. Além do eficiente saque, o argentino ataca com perfeição tanto com o forehand quanto com o backhand. Talvez falta à ele desenvolver um bom slice no seu backhand, o que lhe ajudaria a se defender e contra atacar com mais naturalidade.
Em relação à Federer, não é segredo para ninguém que o momento vivido por ele é mágico. Não bastasse ter conquistado Roland Garros pela primeira vez, e recuperar o trono em Wimbledon e no ranking mundial, ele prova que quer cada vez mais para a sua carreira. O seu jogo segue afiado, e mesmo nos momentos em que foi testado na competição ele se sobressaiu com maestria.
Na decisão desta segunda-feira, é óbvio que tudo pode acontecer, porém, por ser um tenista mais experiente nesta situação, acredito em uma vitória em três sets de Roger Federer.

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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Oudin explode a Arthur Ashe Stadium e chega às quartas do US Open

Não é somente nas irmãs Williams que o tênis feminino norte-americano pode depositar as suas esperanças. Pelo menos é o que mostra a jovem Melanie Oudin, de apenas 17 anos de idade, neste US Open.
A alegria do público não é para menos. Entrando na competição longe dos holofotes, Oudin já derrubou três favoritas em suas quatro partidas em Flushing Meadows.Nas segunda e terceira rodada, eliminou respectivamente as russas Elena Dementieva e Maria Sharapova, respectivamente as cabeças de chave número 4 e 29 do torneio. Para quem achava que a sua sequência de resultados expressivos seria um mero acaso, a jovem tenista mostrou nesta segunda-feira que quer cada vez mais.
A partida diante da russa Nadia Petrova, 13º cabeça de chave começou tensa para Oudin. Ainda que tenha iniciado derrubando o serviço da rival, ela perdeu o seis games seguintes, e no segundo set esteve uma quebra atrás. Quando parecia que Petrova dominaria e caminharia para a vitória, tudo passou a mudar. Com uma postura sempre otimista e vibrando durante os pontos, Oudin buscou o resultado, e soube usar o seu forehand chapado, ponto forte de seu jogo, para dominar os pontos e deslocar a adversária. Outro ponto que chamou a atenção nesta tenista é a variação de seu backhand, ora golpeando com top spin, alternando com bons slices para quebrar o ritmo das trocas de bolas, e ditar o jogo conforme a sua vontade. Com isso, ela levou a segunda parcial ao tiebrek, aonde não deu nenhuma chance de reação à favorita russa.
No terceiro set, Oudin abriu 5x2 e tev o saque para fechar. Vacilou com o serviço, mas não apavorou. No game seguinte, no saque da rival, teve logo 0x40 para fechar o jogo, e com dois erros não forçados, frutos da emplogação, viu o placra ficar apertado em 30x40, ou seja, dos três match points, dois já haviam sido desperdiçados. Iria ela apenas empurrar a bola para o outro lado e esperar o erro de Petrova? Muito pelo o contrário. Neste momento, Oudin apenas manteve os nervos no seu devido lugar e, na primeira bola que sobrou em seu forehand, definiu o ponto com uma bela e ousada bola cruzada, para a alegria dela e de toda a sua família que acompanhavam emocionados dos camarotes da Arthur Ashe Stadium.
Como ponto negativo, o serviço da jovem tenista ainda precisa de algumas reformulações, o que por outro lado, poucas vezes foi a grande arma de uma tenista, com excessão de algumas super atletas como as irmãs Williams, o que se diferencia do circuito masculino, aonde muitas vezes um tenista com poderoso saque varre os oponente nas superfícies rápidas mais na base do saque do que por qualquer outra coisa.
Na próxima rodada, válida pelas quartas de final, Oudin enfrentará a quinta russa na competição. Ela medirá forças a dinamarquesa Caroline Wozniacki, cabeça de chave 9, que derrotou de virada a russa Svetlana Kuznetsova. Por outro lado, Oudin tem motivos para acreditar que pode seguir sonhando com a vaga nas semifinais. Como citei alguns parágrafos acima, ela passou por Maria Sharapova, que foi a campeã do US Open em 2006, e Elena Dementieva, que é nada meno que a atual campeã olímpica.
A torcida norte americana agora aguarda ansiosa por uma final caseira no próximo final de semana. Isso porque Oudin e Serena Williams podem se enfrentar na final. Façam as suas apostas.

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sábado, 5 de setembro de 2009

Em dia de sufoco para os favoritos, Roddick e Sharapova caem no US Open

A rodada deste sábado, dia 5 de setembro, no US Open, foi marcada pela extrema dificuldade que os principais favoritos enfrentaram dentro de quadra.
Os primeiros a sentirem o "drama" foram o suíço Roger Federer e o sérvio Novak Djokovic, respectivamente os cabeças de chave número um e quatro. O suíço, diante do australiano Lleyton Hewitt, ex número 1 do mundo, mas que busca recuperar a sua melhor forma, esteve em dia apático, cometendo diversos erros não forçados, e barrando em determinados momentos na regularidade do fundo de quadra do australiano. Mesmo assim, conseguiu colocar as coisas no seu devido lugar e avançar as oitavas de final com vitória por três sets a um. Com a vitória, ele ainda garante a permanência no topo do ranking mundial pelo menos até o final do Grand Slam norte-americano. Para avançar as quartas de final, ele enfrentará o vencedor do duelo entre o tenista local, James Blake, e o espanhol Tommy Robredo, dois de seus maiores "fregueses" no circuito.
O sérvio, por sua vez, enfrentou o americano Jesse Witten, mero número 276 do ranking mundial, e assim como o suíço, precisou de quatro sets para avançar. Em determinados momentos do jogo, Djokovic mostrou-se extremamente irritado com o seu rendimento, chegando inclusive a arremessar a raquete nos chão. O seu oponente nas oitavas de final será o tcheco Radek Stepanek, cabeça de chave número 15.
Quem não teve a mesma sorte foi o norte-americano Andy Roddick. Após estar perdendo por dois sets a zero para o seu compatriota John Isner, o dono do saque mais potente da história do tênis foi buscar o resultado, empatou o duelo, mas não resistiu e acabou derrotado no tiebreak no quinto set. O resultado foi extremamente frustrante, principalmente devido a grande evolução técnica mostrada no decorrer da temporada, fruto do trabalho com o seu novo treinador, Larry Stefansky. Com a inesperada vitória, o gigante Isner, de dois metros e cinco centímetros de altura enfrentará nas oitavas de final o espanhol Fernando Verdasco, cabeça de chave número 10 do torneio, e que também passou por uma "maratona" para avançar, ao derrotar o alemão Tommy Haas, no quinto set.
Além de Roddick, que também sentiu a dor da eliminação foi a musa russa, Maria Sharapova. Ela foi surpreendida pela norte-americana, Melanie Oudin, de apenas 17 anos, de virada, e não conseguiu emplacar após voltar de contusão. Oudin conquista assim a segunda vitória inesperada no torneio, já que eliminara na segunda rodada, a russa Elena Dementieva, quarta cabeça de chave. Para avançar as quartas de final, a jovem terá mais uma russa em seu caminho, já que enfrentará Nadia Petrova, décima terceira pré classificada. Alguém duvida de mais uma surpresa?
Para o tênis brasileiro, depois de todos os jogadores eliminados em simples, os nossos duplistas também disseram adeus ao torneio. Bruno Soares, ao lado do zimbabuano Kevin Ullyett, sairam na frente, mas levaram a virada diante do argentino Juan Ignácio Chela e do uruguaio Pablo Cuevas. Já André Sá e Marcelo Melo foram derrotados pelos austríacos Jurgen Melzer e Julian Knowle, também de virada. Com isso, perdem a chance de emplacar, já que ambas as parcerias colecionam resultados abaixo do esperado, principalmente nos torneios Grand Slam.
Apostas para domingo, dia 6 de setembro.
Tomas Berdych vs. Fernando Gonzalez - Gonzalez, 3x1
Jo-Wilfried Tsonga vs. Julien Benneteau - Tsonga, 3x0
Gael Monfils vs. Jose Acasuso - Monfils, 3x1
Marin Cilic vs. Denis Istomin - Cilic, 3x0
Nicolas Almagro vs. Rafael Nadal - Nadal, 3x0
Taylor Dent vs. Andy Murray - Murray, 3x0
Juan Carlos Ferrero vs. Gilles Simon - Simon, 3x1
Juan Martin Del Potro vs. Daniel Koellerer - Del Potro, 3x0
Daniela Hantuchova vs. Serena Williams - Williams, 2x0
Kim Clijsters vs. Venus Williams - Clijsters, 2x1
Vera Zvonareva vs. Flavia Pennetta - Zvonareva, 2x1
Francesca Schiavone vs. Na Li - Li, 2x1


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domingo, 30 de agosto de 2009

Bellucci garante mais um brasileiro no US Open. Mello e Julinho caem. E as meninas?


O saldo poderia ter sido muito mais positivo para o tênis brasileiro no qualifying do US Open, último Grand Slam da temporada, mas ainda assim, teremos uma boa quantidade de tenistas representando o Brasil.
Contando com três tenistas na fase decisiva do forte qualificatório, Thomaz Bellucci, Ricardo Mello e Júlio Silva tinham a missão de junta-se à Marcos Daniel e Thiago Alves, garantidos no milionário evento através de seus respectivos rankings. Na posição de cabeça de chave número 1 do quali, Bellucci foi o único dos três que obteve êxito, após vitória em dois sets diante do tenista local, Scoville Jenkins. Ricardo Mello não conseguiu superar o ímpeto do turco Marsel Ilhan, caindo em duas parciais, enquanto Júlio Silva fez um duelo parelho com o francês Josselin Ouanna, mas caiu por 6x4 no terceiro set.
Com a chave principal sorteada, o azar ficou mesmo com Thiago Alves, que terá a dura missão de enfrentar o australiano Lleyton Hewitt, ex número 1 do mundo. Marcos Daniel medirá forças com o imprevisível argentino Jose Acasuso, enquanto que Thomaz Bellucci enfrentará Yen Hsun-Lu, do Taipé, para tentar se vingar da derrota sofrida na primeira rodada do Aberto da Austrália no início da temporada.
Além destes tenistas, o Brasil também será representado em Nova Iorque na chave de duplas. André Sá jogará ao lado de Marcelo Melo, Thomaz Bellucci se uniu à Marcos Daniel, enquanto que Bruno Soares tem o experiente Kevin Ullyett, do Zimbabue.
Mesmo com uma boa quantidade de tenistas brasileiros no masculino, pesa contra o tênis brasileiro o fato de não termos sequer uma teniats disputando o evento nova iorquino, sendo que, nenhuma de nossas meninas se quer se inscreveram no qualifying. Na visão do ex tenistas Thomaz Koch, falta uma tenistas despontar para que outras passem a acreditar. "Vejo meninas esforçadas, mas não sei se está faltando acompanhamento. De repente, se uma der um salto, as outras vão atrás. Então o que está faltando é romper barreiras". Chico Costa, capitão da equipe brasileira na Copa Davis sentencia que a falta de torneios femininos no país dificulta a ascensão de alguma tenista. "É preciso passar por uma reestruturação, ter um grande número de torneios futures, que é uma coisa que nunca tivemos aqui. No momento em que mais técnicos de bom nível entrarem no tênis feminino, as coisas vão melhorar. Não é nada que não possa mudar, há pessoas dedicadas fazendo tudo certo, então tem que partir da Confederação apoiar mais o tênis feminino".


sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Lembranças, saudades e esperanças


Em um país acostumado a ver as glórias da Seleção Canarinho, com épicas conquistas mundiais, entre outras, além da doentia paixão por clubes de futebol, o Brasil passou à partir do final da década de 90, a comemorar sucessos em outra modalidade. Sim, é verdade que o voleibol verde e amarelo nos trouxe imensas alegrias, mas o sucesso destacado acima se trata de uma modalidade individual, com o nome de um calçado, o que na teoria, não despertaria o interesse pela maioria dos brasileiros. Sim, é isso mesmo, o tênis, que sobretudo nos anos 60 teve as infinitas conquistas de Maria Esther Bueno em Wimbledon, quando ela encantou o público londrino, voltava a a ter um brasileiro vencendo competições de importante nível. Em 1997, passando desapercebido, Gustavo Kuerten, apelidado de Guga, ou até mesmo de Manezinho da Ilha, por ser natural de Santa Catarina, fazia o impossível, e reinava no saibro sagrado de Roland Garros, com uma vitória incontestável diante do perigoso espanhol Sergi Bruguera na final. Poxa, seremos agora o país do tênis? Era algo que passava na cabeça da maioria dos brasileiros. Para a alegria de uma nação que tinha o tênis apenas como esporte de elite, tudo passava a ser um mar de rosas, com mais duas conquistas em Roland Garros, nos anos de 2000 e 2001, além do inédito título da Masters Cup em 2000, disputada na cidade de Lisboa, em Portugal, torneio que reunia apenas os oito melhores tenistas da temporada. Nesta competição, o nosso grande ídolo só faltou fazer chover em quadra. Passou por feras e lendas do esporte, como o russo Yevgeny Kafelnikov, além dos norte-americanos Pete Sampras e Andre Agassi, este último, a vítima do brasileiro na final. O título garantiu ao brasileiro a liderança do ranking mundial. Sim, agora podemos dizer que o número 1 do mundo é nosso, e com Gustavo Kuerten, não há quem possa. Porém, com o tempo as contusões apareceram, as dúvidas sobre o seu potencial foram evidenciadas até mesmo por jornalistas que sequer entendem algo minímo sobre o tênis. Esforço por parte de Guga certamente não faltou, pelo contrário, foi o que demais este extraordinário tenista e ser humano demonstrou. Foram inúmeras as vitórias épicas. Somados aos jogos citados no parágrafo acima, porque não lembramos da partida válida pelas oitavas-de-final de Roland Garros em 2001, diante do totalmente desconhecido norte-americano Michael Russel, quando o brasileiro teve de salvar um match point? Ou então, porque não recordar a dura vitória sobre o grande sacador Max Mirnyi no US Open, quando ele saiu de dois sets abaixo? Enfim, eu ficaria aqui até amanhã para relatar tais façanhas.
Pois bem, o tempo passou, Guga deixou saudade, e muita, e até hoje me pego perdido buscando na memória cenas que eu já vi, e vejo novamente quantas vezes forem necessárias, mesmo que tudo pareça ilusório, mas que com certeza, são cenas que parecem não ter fim, e que passam na cebeça de todos aqueles brasileiros amantes deste esporte maravilhoso.
Atualmente, o tênis brasileiro vive uma dura realidade, não que na era Guga fosse muito diferente, pois ele era quem carregava tudo sozinho. Recentemente, Thomaz Bellucci fez nascer uma luz de esperança ao conquistar o título do ATP 250 de Gstaad, na Suíça, enquanto que outros, vez ou outra obtem algum êxito em torneios menores. As únicas alternativas agora são, trabalhar, lutar e incentivar, mas dificilmente deixaremos de buscar na memória as lembranças de uma "rainha" que encantou os ingleses, e de uma manezinho, que não foi o Jairzinho, mas que passou como um furacão pelo mundo do esporte.
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domingo, 23 de agosto de 2009

Federer derrota Djokovic e é tricampeão em Cincinnati



A fase está realmente espetacular para o suíço Roger Federer. Não bastasse as façanhas obtidas no primeiro semestre, com o inédito título em Roland Garros, e com a quebra de recorde de títulos de Grand Slam, conquistada em Wimbledon, o atual número 1 do mundo provou nesta semana que ainda pode render muito mais do que muitos imaginam.
Contrariando aqueles que diziam que ele sofreria uma "queda natural de rendimento", o suíço conquistou neste domingo o Masters 1000 de Cincinnati, sendo o seu 16º título deste porte, ficando atrás apenas do lendário norte americano Andre Agassi. Para conseguir tal feito, Federer derrotou na final o sérvio Novak Djokovic, atual número 4 do ranking mundial, por dois sets a zero, com parciais de 6x1 e 7x5.
O primeiro set foi um verdadeiro passeio do líder do ranking. Sacando com eficiência, e contando com diversos erros de Djokovic, que encontrava dificuldades para se impor do fundo de quadra, Federer ainda soube pressionar o saque do rival, para logo abrir 5x0, e em seguida fechar em 6x1.
No início da segunda parcial, o sérvio conseguiu alongar as trocas de bola e conquistou a quebra de saque logo no segundo game, para em seguida abrir 3x0. Porém, com devoluções precisas, Federer devolveu a quebra. Com 5x4 de vantagem, Djokovic ainda teve uma chance de quebra, o que seria também um set point. Com um bom saque na esquerda do rival, Federer colocou as coisas no seu devido lugar, e empatou o set. Neste momento, o suíço apertou ainda mais o serviço do oponente para conquistar a quebra.
Sacando para fechar o jogo, Federer mostou a eficiência e a frieza de sempre para conquistar o torneio.
O título conquistado neste domingo foi o terceiro de Federer no torneio, curiosamente ocorrendo sempre nos anos ímpares, já que antes havia triunfado em 2005 e 2007. Mais do que isso, ele se credencia ainda mais ao título do US Open, último Grand Slam da temporada, e que tem início no próximo dia 31.
Opinião
Com um volume de jogo espetacular, que foi demonstrado desde a partida das semifinais, diante do britânico Andy Murray, fica cada vez mais evidente que Federer é outro jogador quando joga sem pressão. É verdade que a derrota diante do francês Jo Wilfried Tsonga, na semana passada em Montreal, quando o suíço liderava o terceiro set por 5x1 foi um "quebra regras", porém, algo que nesta semana ficou comprovado que não afetou a confiança e motivação do líder do ranking mundial.
A sua direita vem funcionando com extrema eficiência, além de o seu slice de esquerda ser um grande alicerce nas mudanças de ritmo, o que não permitiu tanto a Murray quanto a Djokovic tomarem ações ofensivas por muito tempo. O serviço de Fedex também está afiado, e o único quesito em que para muitos pode parecer desfavorável a ele, foram algumas subidas precipitadas à rede, algo que na minha visão é algo super positivo, pois mostra o quão seguro e confiante ele está em seu jogo.
O US Open está chegando, e com ele novas histórias serão escritas no mundo do tênis.
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domingo, 16 de agosto de 2009

Murray conquista Montreal e se credencia ao título no US Open.



O britânico Andy Murray está com a corda toda. Em grande ascensão no circuito mundial desde a temporada passada, o talentoso tenista conquistou neste domingo o título do Masters 1000 de Montreal, ao derrotar o argentino Juan Martin Del Potro, de virada, com parciais de 6x7, 7x6 e 6x1.
Mesmo entrando em quadra com a posição de número 2 do ranking assegurada, Murray fez questão de indicar toda a sua garra, mostrando que queria a todo custo a vitória, e chegando a se irritar em determinados momentos da partida. No primeiro set, a única chance de quebra esteve em suas mãos, mas foi desperdiçada em uma tentativa de passada com o backhand, que ficou na rede. Com a decisão da primeira parcial indo ao tiebreak, Del Potro se aproveitou de um descuido de Murray, para depois encaixar ótimos saques e sair na frente.
No segundo set, Murray saiu quebrando Del Potro, porém levou o troco no game seguinte, e com ambos mantendo os seus games de serviço, a decisão foi novamente ao tiebreak. Mais focado, Murray conseguiu se impor com ótimas devoluções de saque, e contando com alguns erros do cansado Del Potro, empatou o duelo.
No terceiro set coube à Murray manter a regularidade, e se aproveitar do cansaço do rival, para assegurar o 13º troféu de sua carreira.
Com a conquista, mais do que o número dois do ranking mundial assegurado, Murray se credencia como um dos grandes favoritos à conquista do US Open, último Grand Slam da temporada. Com excelentes golpes de base, este tenista possui uma grande habilidade para mudar a direção da bola, ora na cruzada, variando com ousados golpes na paralela. Talvez ele ainda peque um pouco por jogar de forma defensiva em determinados momentos da partida, porém, algo que tende a mudar, e está mudando, e muito, principalmente em razão da confiança que ele vem adquirindo. Ainda que tenha se beneficiado pelo período em que Rafael Nadal ficou fora do circuito se recuperando de uma tendinite nos joelhos, a ascensão de Murray deve ser destacada, principalmente devido a regularidade que vem mantendo na temporada. Falta mesmo à ele conquistar o tão sonhado título de Grand Slam, algo que certamente virá com naturalidade.
Quanto ao Del Potro, ele também se candidata ao almejado troféu em Nova Iorque, pois além desta final em Montreal, ele vem da conquista do ATP 500 de Washington. Este argentino é um tenista muito agressivo, consegue gerar potência tanto com o forehand quanto com o backhand, além de possuir um bom saque chapado. Por outro lado, o seu ponto fraco seja a falta de variação em seu jogo. Falta a ele desenvolver um bom slice de backhand, o que certamente irá lhe ajudar muito nos contra ataques, até mesmo para compensar a falta de mobilidade devido a sua altura. Estes aspectos foram explorados por Murray na final deste domingo. Com o cansaço devido a duas semanas intensas, ele conseguiu se manter bem por apenas dois sets.
Temos à partir de amanhã a disputa de mais um Masters 1000, desta vez em Cincinnati. Este é o último grande preparativo para o US Open, e é nesta competição que os favoritos mostrarão se estão mesmo aptos a brilhar Flushing Meadows. Em relação aos grandes favoritos, ainda falta a Federer, Nadal e Djokovic mostrarem algo que ficou para trás em Montreal. A sorte está lançada.
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Tsonga consegue vitória épica sobre Federer. Semifinal dos sonhos em Brasília



Talvez nem mesmo o francês Jo Wilfried Tsonga acreditasse que seria capaz de algo tão grandioso. Mas nesta sexta-feira, dia 14 de agosto de 2009 ele pôde comemorar uma vitória que parecia muito, mas muito distante de suas mãos.Diante do todo poderoso suíço Roger Federer, Tsonga viu o adversário abrir 5x1 no terceiro e decisivo set. Não bastasse a vantagem de Federer no placar, Tsonga se encontrava limitado fisicamente. Porém, o que parecia impossível aconteceu, e o francês devolveu as duas quebras que tinha de desvantagem, e conseguiu a magnífica vitória no tiebreak, e a vaga nas semifinais do Masters 1000 de Montreal, aonde enfrentará o britânico Andy Murray.É claro que antes de mais nada, todo o crédito por este resultado deve ser dado a Tsonga. Primeiro, porque ele não conseguiu este feito contra um tenista qualquer, mas sim diante do atual número 1 do mundo, e recordista de títulos em torneios Grand Slam, com quinze taças conquistadas. Certamente este foi um dos maiores exemplos de superação que presenciei em uma partida de tênis.
Ainda que seja desnecessário buscar hipóteses pela "perda de concentração" de Federer nesta partida, por outro lado, alguns fatores devem ser levados em consideração. Tão logo ele conquistou Roland Garros pela primeira vez, e a consolidação como o maior detentor de títulos de Grand Slam, obtido em Wimbledon, veio o nascimento de suas filhas. Somado todos estes detalhes, acaba sendo muita emoção e adrenalina para ser administrada. Provavelmente, o suíço ainda não teve um momento para esfriar a cabeça, desfrutar das conquistas e dos recordes detidos, e acima de tudo, curtir a vida de pai.Se esta derrota irá afetar a confiança de Federer, a resposta virá provavelmente no US Open, aonde ele defende o título, e terá as atenções voltadas para si.
Semifinal dos sonhos no challenger de Brasília
Mudando o foco, e falando um pouco de challenger, mais especificamente em Brasília, foram definidos os semifinalistas do torneio. O fato curioso é que dos quatro tenistas que ainda lutam pelo troféu, três já possuem um título, ou mais, em torneios de nível ATP. No lado de cima da chave disputarão a vaga na decisão o argentino Juan Ignacio Chela e o chileno Nicolas Massú. Chela possui quatro títulos em seu currículo, enquanto que Massú tem seis conquistas, com destaque para a incrível conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004. No outro lado da chave, o brasileiro Ricardo Mello medirá forças com o argentino Horacio Zeballos. Mello destaca-se pela conquista do ATP de Delray Beach no ano de 2004, e o seu oponente, embora não tenha títulos desta relevância, vive o melhor momento de sua carreira, e vêm da conquista do challenger de Campos do Jordão. Tal situação reflete direto em seu ranking, já que detém no momento a 82º posição, a melhor de sua carreira. Para os amantes do tênis, esta pode ser classificada como a semifinal dos sonhos, pelo fato de ocorrer em um evento de nível challenger.
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domingo, 2 de agosto de 2009

Bellucci conquista primeiro ATP e prova que veio para ficar


O ano de 2009 estava sendo irregular para o paulista Thomaz Bellucci. Com exceção do vice-campeonato no Brasil Open, em fevereiro, o tenista do Tietê colecionava resultados inexpressivos, e o seu potencial era colocado em questão.
Uma das opções impostas pelo seu novo treinador, João Zwetsch, era a de se aventurar no qualifying dos grandes torneios, com o intuito de evoluir o seu jogo nos aspectos técnicos e táticos, ao invés de apenas garantir pontos no ranking através dos challengers. À princípio, o resultados não vieram, e com isso o seu ranking chegou perto do número 150, algo que parecia desesperador para um jogador que chegou a 63º no dia 6 de abril.
Por outro lado, a grande virtude de Bellucci e seu treinador, Zwetsch, foi a de ter um plano muito bem traçado em mente. Aos poucos as devidas adaptações foram ocorrendo em seu jogo, e mesmo com algumas derrotas, ele conseguiu mostrar que tinha cacife para chegar mais longe, assim como no ATP 500 de Acapulco, quando chegou a vencer um set do então número 10 do mundo, o francês Gael Monfils.
A volta por cima começou há poucas semanas, no challenger de Rimini, na Itália, quando ele conquistou o título, e mostrou que não poderia ser um tenista esquecido pela mídia. A confirmação veio neste domingo, dia 2 de agosto.
Em uma competição aonde teve de passar pelo qualifying, Bellucci foi brilhante. Passou por tenistas experientes e renomados, como o suíço Stanislas Wawrinka, ex top 10, e atual número 24 do ranking, além do russo Igor Andreev, 27º colocado, e um dos poucos que coleciona vitória diante de Rafael Nadal no saibro desde 2005. Isso sem contar com um pingo de sorte, que veio nas quartas-de-final quando ele viu o alemão Nicolas Kiefer desistir do jogo quando derrotava o brasileiro por 6x3 e 0x1.
Garantido na final, Bellucci tinha como rival outro tenista que surpreendia à todos. O alemão Andreas Beck, canhoto assim como o brasileiro, conta com um ótimo saque e excelentes golpes de base, sobretudo o seu forehand. Ainda que seja um pouco inconstante, é um jogador que deve incomodar muita gente grande daqui para frente.
A partida teve somente uma quebra de saque, justamente à favor de Bellucci, ainda no primeiro set, quando ele venceu por 6x4. Na segunda parcial, quando vencia por 4x3, Beck teve uma chance de quebra, bem salva pelo brasileiro. No 5x5 foi a vez do paulista ter a chance, com 15x40, porém viu o rival sacar com eficiência e ser agressivo com os golpes de base, além de arriscar precipitadamente uma devolução cruzada no 30x40. Com isso a decisão foi para o tie-break. Ai prevaleceu a calma e paciência de Bellucci, que soube afundar bem as bolas, ser agressivo, e desta maneira minar a agressividade do alemão, para vencer o desempate por 7x2, e conquistar o primeiro título de ATP de sua carreira. A conquista se torna especial para o Brasil, que desde setembro de 2004,quando Ricardo Mello venceu o torneio de Delray Beach, não via um tenista da casa vencer um título deste porte.
Com isso, Thomaz Bellucci mostra que tem cacife para buscar metas mais ousadas. O seu jogo, baseado na agressividade, pode se encaixar tanto nas quadras de saibro quanto nas superfícies rápidas. Arrisco-me à dizer que em breve teremos este talentoso tenista no top 50. Para traçar metas mais ousadas, certamente ainda é muito cedo, mas com trabalho sério e confiança, e acima de tudo pés no chão e humildade, muita coisa pode acontecer, e tendo como base a sua juventude, Bellucci pode evoluir muito. Cabe à todos nós torcer, e ter paciência.
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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Bellucci e Daniel trazem esperança ao tênis brasileiro


O tênis brasileiro há muito tempo não vive um dia de glória. Mesmo que longe de compararmos ao excepcional Gustavo Kuerten, que viveu infinitas glórias, Marcos Daniel e Thomaz Bellucci conseguem mesmo de longe, trazer um pouco de alegria para o tênis nacional.
No torneio de Gstaad, na Suíça, Daniel conseguiu eliminar mais um francês, desta vez passando em dois sets por Julien Benneteau, para alcançar as quartas-de-final da competição. Para avançar as semifinais, ele terá de passar por outro francês, já que medirá forças com Florent Serra. Não vejo motivos para não acreditarmos em uma vitória do brasileiro, e ainda sendo mais otimista, vejo uma grande oportunidade para ele alcançar a decisão. Digo isso pelo fato de que caso ele passe por Serra, terá como adversário na penúltima fase, o vencedor do jogo entre o alemão Andreas Beck e o romeno Victor Crivoi, dois jogadores ainda muito inconstantes, que podem esbarrar na solidez de Daniel.
Quanto ao Bellucci, ele conseguiu hoje se não a maior, mas com certeza uma das maiores vitórias de sua carreira, ao passar pelo suíço Stanislas Wawrinka, cabeça-de-chave número um do torneio por duplo 6x4. Vale destacar que nesta temporada, Wawrinka coleciona uma vitória diante do seu compatriota e número um do mundo, Roger Federer. Com isso, assim como Daniel, Bellucci atingiu as quartas-de-final. Ainda que tenha um cruzamento de chave muito mais complicado do que Daniel, pois terá como próximo adversário o experiente alemão Nicolas Kiefer, e em uma eventual semifinal cruzará com o vencedor do duelo entre o perigoso russo Igor Andreev e o ascendente francês Jeremy Chardy, vejo no Bellucci um algo a mais, que pode colocá-lo não somente na final deste ATP, como também no top 50. É claro que ainda é muito cedo para fazermos determinadas previsões, mas pelo menos vamos sonhando com uma final entre brasileiros em Gstaad.
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