domingo, 3 de julho de 2011

Campeão de wimbledon e número 1 do ranking. Nole está nas nuvens.



Não é novidade para ninguém a fase que vive o sérvio Novak Djokovic. Seria o mesmo que bater na mesma tecla os inúmeros elogios ao seu desempenho na temporada, porém, Nole conseguiu algo que era questionável em seu jogo, triunfar na grama sagrada do All England Club.
Confesso que algumas partidas irregulares do sérvio colocaram dúvidas também na minha cabeça, como no duelo frente ao cipriota Marcos Baghdatis e diante do inexperiente ausraliano Bernard Tomic. Agora, a decisão deste domingo foi uma aula de como se enfrentar o todo poderoso Nadal no aspecto tático. Primeiramente, o seu forehand angulado no backhand do espanhol, digamos que com três quartos de potência, para em seguida desferir paralelas indefensáveis causam inveja em tenistas do calibre de Roger Federer. É claro que também vale destacar o seu poder de contra ataque para sair dos venenosos golpes com top sin de Nadal.
O que esperar agora deste segundo semestre? Com o número 1 do mundo em suas mãos, e o tão sonhado título em Wimbledon deixam Nole nas nuvens, e certamente ele é o favorito para terminar o ano na liderança do ranking.
E quanto a Nadal? Não sei aé que ponto as cinco derrotas para o sérvio em 2011 podem afetar a sua confiança, porém este fenomenal atleta é alguém que em hipótese alguma deve ser subestimado, e não duvidem se o mesmo retomar a ponta do ranking ainda em 2011.
Quanto ao suíço Roger Federer, é triste não vê-lo mais tão vibrante em quadra, e, com a idade chegando, vai começar a perder terreno caso não investir mais em seu físico. É uma pena, pois falamos no tenista mais completo que o mundo do tênis já viu.

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domingo, 6 de junho de 2010

Recuperado, Nadal vai atrás do recorde de Borg


O espanhol Rafael Nadal mostrou mais uma vez o quanto o seu poder mental é surpreendente, principalmente no que diz respeito a sua capacidade de recuperação.
Nadal, que nesta semana completou 24 anos era contestado por muitos, principalmente após um final de temporada muito abaixo do comum em 2009, fruto de uma séria tendinite nos joelhos, isso tudo somado a perda de sua coroa em Roland Garros na mesma temporada, o que culminou com a perda da liderança do ranking mundial.
E não havia cenário mais adequado para a confirmação de sua total reação do que a charmosa cidade de Paris, no torneio que lhe consagrou, Roland Garros. E o adversário também não poderia ser outro, senão o sueco Robin Soderling, aquele mesmo maluco, que um ano atrás “soltou a mão” em todas as bolas, e conseguiu a maior façanha de toda a sua carreira ao despachar o espanhol nas oitavas de final.
Sim, o pentacampeonato em Roland Garros foi mais do que merecido a este jogador, ainda que ele não seja o tenista mais versátil e que não possui diversos recursos técnicos e variações de jogadas, ele é sempre muito fiel em sua estratégia de contra ataque e bolas com muito efeito top spin, além de sua habitual garra buscando bolas impossíveis para qualquer outro jogador.
O título em 2010 foi o quinto de sua coleção no saibro parisiense, sendo que Rafa está há apenas uma conquista de igualar o lendário sueco Bjorn Borg, algo que fatalmente ocorrerá, em virtude de sua juventude e acima de tudo pelo seu estilo de jogo se encaixar como uma luva nas quadras de terra.
O número 1 do mundo voltou as suas mãos para coroar esta magnífica temporada de quadras de terra, quando ele conquistou o “Clay Slam”, ou para nós, brasileiros, o “Grand Slam do saibro”, já que somado a Roland Garros, ele levantou as taças dos Masters 1000 de Monte Carlo, Roma e Madri.
A permanência de Rafael Nadal no topo do ranking mundial deverá estar assegurada pelo menos até meados de agosto, já que por ter perdido esta parte da temporada em 2009, ele não tem pontos à defender, e vê o seu maior rival, o suíço Roger Federer com a pressão pela defesa do título de Wimbledon.

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http://globoesporte.globo.com/tenis/noticia/2010/06/nadal-conquista-roland-garros-pela-quinta-vez-e-retoma-reinado-no-tenis.html

domingo, 31 de janeiro de 2010

Federer mostra que ainda é o melhor. Parabéns, Tiago Fernandes.


Este domingo, dia 31 de janeiro de 2010 deixou algumas incógnitas esclarecidas, provando que o suíço Roger Federer ainda pode render, e muito, todo o seu arsenal tenístico.
Após conquistar consecutivamente os títulos em Roland Garros e Wimbledon em 2009, o que o levaram a 15 conquistas em eventos deste nível, ou seja, o maior vencedor da história, muito se especulou sobre uma possível queda do atual número 1 do mundo, algo que ficou ainda mais a tona após a perda do título no US Open e no ATP Finals. Tais afirmações foram feitas inclusive por lendas do tênis, como o norte-americano John McEnroe.
É óbvio que estas colocações são, de certa forma, compreensível, pois é difícil um atleta manter uma supremacia e gana de vencer por muitos anos, após bater inúmeros recordes, como fez Roger Federer. O título conquistado neste domingo no Aberto da Austrália, em cima do talentoso britânico Andy Murray, certamente mostrou que o suíço ainda é sim o melhor tenista do circuito mundial. Dificilmente veremos alguém com incrível facilidade em executar os seus golpes, e que faz pouca força para a bola andar, como Federer.
Classifico a partida diante do russo Nikolay Davydenko, nas quartas-de-final como um divisor de águas para ele neste torneio, ainda mais estando um set atrás e com desvantagem de 1x3 no segundo. Agora, esta partida final diante de Andy Murray certamente terá a mesma importância da partida diante do russo, porém desta vez em termos da temporada em geral. Vale destacar que, além de se isolar ainda mais na ponta como o maior vencedor de Grand Slam, agora com 16 taças, Federer conquista também pelo menos o tetra campeonato em três das quatro competições mais importantes, sendo tetra campeão no Aberto da Austrália, penta no US Open, e hexa em Wimbledon. Em Roland Garros ele contabiliza somente uma conquista.
Por outro lado, não podemos deixar de destacar o talento de Andy Murray. O britânico, que lutava para encerra um tabu de 74 anos sem conquista de um tenista de seu país em eventos de Grand Slam, o último foi Fred Perry no Aberto dos Estados Unidos em 1936, é, assim como Federer, um tenista que executa os seus golpes com sutileza, e que possui um excelente preparo físico. Com certeza, naturalmente, o seu primeiro título de Grand Slam irá chegar. Algo parecido ocorreu com o próprio Federer, que mesmo um ou dois anos antes de conquistar o seu primeiro major, já era visto como um grande talento.
Como não poderia passar despercebido, vai aqui os meus parabéns para Tiago Fernandes, que conquistou o primeiro título em simples para o Brasil em um evento de Grand Slam na categoria juvenil. O próprio Guga conseguiu o feito nas duplas em Roland Garros, ao lado do equatoriano Nicolas Lapentti.


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domingo, 1 de novembro de 2009

Bellucci coroa boa temporada com o título em São Paulo


O paulista Thomaz Bellucci continua a sua trajetória de subidas no circuito mundial de tênis. Em uma temporada que teve alguns momentos complicados, quando o jovem tenista deixou inclusive o top 100 do ranking mundial, com coragem e ousadia, ele soube dar a volta por cima.
Não bastasse o título do ATP de Gstaad, Bellucci, agora no top 50 do ranking mundial (ocupa atualmente o 43º lugar), deve agora entrar no top 40 da ATP com o título conquistado neste domingo na etapa de São Paulo da Copa Petrobras, derrotando na decisão o perigoso e experiente equatoriano, Nicolas Lapentti.
A partida deste domingo mostrou inclusive alguns pontos que precisam ser aprimorados no tênis do brasileiro. Não resta dúvida de que ele tem um bom saque e ótimos golpes da linha de base, aonde ele gera muita potência e muda a direção da bola com facilidade. Por outro lado, Bellucci teve alguns momentos complicados no jogo, quando em dois de seus games de serviço no primeiro set, teve de sair de situação de 0x30, fruto da variação de velocidade imposta por Lapentti.
Porém, nada que não possa ser aprimorado com uma boa pré temporada. E é exatamente na pré temporada que Thomaz Bellucci está focado. Mesmo agora com o título do challenger paulista, que deve levá-lo ao top 40 do ranking mundial, ele preferiu encerrar a sua temporada, entrar em um curto período de férias, para em seguida iniciar com tudo as fase de treinamentos, visando um ano de 2010 ainda melhor.
A chave agora para o sucesso permanente estará na disputa dos grandes torneios, entre eles os Grand Slam. São nestes eventos que Bellucci terá de ganhar maior regularidade.
Que venha 2010, e com fé em DEUS, que Thomaz Bellucci continue nos dando mais alegrias, para que o tênis brasileiro deixe de apenas resgatar na memória as glórias de Maria Esther Bueno e Gustavo Kuerten, para sonhar com um presente se não igual ao passado, mas com um determinado brilhantismo. O Brasil merece.


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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Del Potro mostra que merece estar entre os melhores


A façanha de conquistar o US Open, último Grand Slam da temporada, obtida nesta segunda-feira diante do todo poderoso suíço, Roger Federer mostrou à todos não somente as qualidades técnicas de Juan Martin Del Potro, mas também todo o seu poder de luta, determinação e superação.
Como ilustração, seguem alguns fatos. Perder o primeiro set, e estar com uma quebra de desvantagem no segundo, ainda mais tendo pela frente um oponente que é considerado por muitos o melhor de todos os tempos, já seria motivo para tenistas como Marat Safin, entre tantos outros, entregarem a partida. Pois bem, o segundo set foi revertido, e o talentoso argentino venceu no tiebreak.
No terceiro set, Delpo mostrava todo o seu poder de fogo, acertando incríveis golpes da linha de base, chegando a ter uma quebra de vantagem. Porém, com algumas falhas, incluindo duas duplas faltas em momentos cruciais, viu o suíço reverter a situação, vencer o set, e ficar na frente por 2x1. Outro motivo para que muitos outros estraçalhassem a raquete, e em seguida entregassem o jogo, ainda mais tendo de salvar alguns break points no início do quarto set, como também ocorreu nesta partida.
Porém, a garra do argentino falou mais alto, a sua vontade e garra eram evidentes, e ele mostrou toda a qualidade de seus golpes de base, sobretudo o forehand, um golpe em que ele golpeia flat (sem efeito), utilizando uma mecânica com bastante amplitude, o que gera uma enorme aceleração na bola. Com isso, venceu o set, que foi decidido apenas em um tiebreak tenso.
No quinto set, o natural seria que Roger Federer controlasse os seus nervos, e se favorecesse do nervosismo de Juan Martin Del Potro, que disputava a sua primeira final de Grand Slam. Porém, para surpresa de muitos, e confesso que até de mim mesmo, o argentino lidava com naturalidade com esta situação. Conseguiu uma quebra logo no início, e mesmo tendo de salvar alguns break points quando sacava para confirmar a quebra, ele foi paciente, e ousado.
Com isso, a situação de Federer ficou cada vez mais desesperadora, à ponto de ele se afundar em erros, além de não encontrar solução para o potente jogo de seu oponente.
O título conquistado por Juan Martin Del Potro, sem sombra de dúvidas é mais do que merecido. Há cerca de um ano ele vem obtendo resultados expressivos, além de uma regularidade durante a temporada, que o deixa entre os melhores do mundo. O seu estilo de jogo se encaixa em qualquer superfície, talvez com exceção feita à grama, onde ele ainda fica devendo um pouco. Em relação aos aspectos técnicos de seu jogo, como eu já destaquei em algumas matérias anteriores, caso ele desenvolva o slice em seu backhand, poderá ficar ainda mais perigoso, pois teoricamente melhoraria o seu contra ataque. Destaco ainda a sua maturidade, já que controlar os nervos diante de Roger Federer, que é visto como um dos jogadores mais tranqüilos do circuito, e sair de diversos buracos, como foi destacado acima, realmente é missão para poucos.
Quanto a Federer, mesmo com esta derrota, todos sabem das proezas deste eterno campeão, e este resultado não pode, e não irá de maneira nenhuma, manchar a sua brilhante carreira.

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domingo, 13 de setembro de 2009

Após longa espera, Federer e Del Potro são os finalistas do US Open


Foi realmente mais demorado do que o esperado, mas finalmente os finalistas da chave masculina do US Open foram conhecidos.
Na primeira semifinal, o argentino Juan Martin Del Potro fez a partida de seus sonhos. Sacou com perfeição, e foi audacioso do fundo da quadra, deixando sempre o espanhol Rafael Nadal acuado. Foi um passeio, e ainda me chamou muito a atenção o quanto o guerreiro espanhol não encontrava a fórmula para reverter a situação, diferente do que é convencional. Mesmo nos momentos em que esteve com o seu serviço ameaçado, o argentino encaixava saques espetaculares, o que lhe deixava ainda mais confiante para arriscar no serviço de seu oponente.
No final, um acachapante triplo 6x2 selou a passagem de Del Potro para a sua primeira final de torneio Grand Slam.
Na segunda semifinal, entre o suíço Roger Federer e o sérvio Novak Djokovic, ainda que fora decidida em apenas três sets, o duelo foi muito parelho, e repleto de alternativas. No primeiro set, Djokovic teve uma quebra de vantagem e abriu 4x2. Porém, não conseguiu sustentar a vantagem e depois perdera o set no tiebreak. Na segunda parcial, os tenistas seguiam confirmando os seus games de serviço com facilidade, até que no 12º game, o sérvio sentiu a pressão, foi quebrado e viu Federer abrir 2x0.
No terceiro set, Djokovic teve 15x40 para quebrar Federer no 9º game. Porém, com certa precipitação, desperdiçou as oportunidades. Bastante animado e confiante, o suíço foi para cima no 12º game, fazendo deste momento o seu “show time”. Com 0x30, Djokovic trouxe Federer à rede e em seguida efetuou um lob. Esbanjando muita categoria, o tenista da Basiléia aplicou um magnífico Grand Willy (jogada executada por baixo das pernas quando o jogador está de costas para a quadra) e fez uma passada perfeita, para delírio de todos que acompanhavam a partida na Arthur Ashe Stadium. No ponto seguinte, ele fez um winner com o seu forehand na devolução de serviço, e garantiu a vaga na final do último Grand Slam da temporada pelo sexto ano consecutivo.
A final, que pelo segundo ano consecutivo será disputada na segunda-feira, traz um duelo em que Federer tem ampla vantagem no confronto direto diante de Del Potro, tendo vencido todos os seis jogos anteriores.
Posso destacar duas partidas entre ambos, cada uma com um roteiro totalmente diferente. Nas quartas de final do Aberto da Austrália deste ano, o suíço castigou o argentino, e aplicou fáceis 6x3, 6x0 e 6x0. Porém, na semifinal de Roland Garros neste mesmo ano, o suíço somente conseguiu triunfar no 5º set, tendo inclusive estado atrás em 1x2.
Com tudo o que Juan Martin Del Potro viveu, especialmente de um ano para cá, certamente ele se tornou um tenista muito mais perigoso. Ele tem aprendido a ter mais paciência para definir os pontos, deixando a afobação de lado. Além do eficiente saque, o argentino ataca com perfeição tanto com o forehand quanto com o backhand. Talvez falta à ele desenvolver um bom slice no seu backhand, o que lhe ajudaria a se defender e contra atacar com mais naturalidade.
Em relação à Federer, não é segredo para ninguém que o momento vivido por ele é mágico. Não bastasse ter conquistado Roland Garros pela primeira vez, e recuperar o trono em Wimbledon e no ranking mundial, ele prova que quer cada vez mais para a sua carreira. O seu jogo segue afiado, e mesmo nos momentos em que foi testado na competição ele se sobressaiu com maestria.
Na decisão desta segunda-feira, é óbvio que tudo pode acontecer, porém, por ser um tenista mais experiente nesta situação, acredito em uma vitória em três sets de Roger Federer.

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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Oudin explode a Arthur Ashe Stadium e chega às quartas do US Open

Não é somente nas irmãs Williams que o tênis feminino norte-americano pode depositar as suas esperanças. Pelo menos é o que mostra a jovem Melanie Oudin, de apenas 17 anos de idade, neste US Open.
A alegria do público não é para menos. Entrando na competição longe dos holofotes, Oudin já derrubou três favoritas em suas quatro partidas em Flushing Meadows.Nas segunda e terceira rodada, eliminou respectivamente as russas Elena Dementieva e Maria Sharapova, respectivamente as cabeças de chave número 4 e 29 do torneio. Para quem achava que a sua sequência de resultados expressivos seria um mero acaso, a jovem tenista mostrou nesta segunda-feira que quer cada vez mais.
A partida diante da russa Nadia Petrova, 13º cabeça de chave começou tensa para Oudin. Ainda que tenha iniciado derrubando o serviço da rival, ela perdeu o seis games seguintes, e no segundo set esteve uma quebra atrás. Quando parecia que Petrova dominaria e caminharia para a vitória, tudo passou a mudar. Com uma postura sempre otimista e vibrando durante os pontos, Oudin buscou o resultado, e soube usar o seu forehand chapado, ponto forte de seu jogo, para dominar os pontos e deslocar a adversária. Outro ponto que chamou a atenção nesta tenista é a variação de seu backhand, ora golpeando com top spin, alternando com bons slices para quebrar o ritmo das trocas de bolas, e ditar o jogo conforme a sua vontade. Com isso, ela levou a segunda parcial ao tiebrek, aonde não deu nenhuma chance de reação à favorita russa.
No terceiro set, Oudin abriu 5x2 e tev o saque para fechar. Vacilou com o serviço, mas não apavorou. No game seguinte, no saque da rival, teve logo 0x40 para fechar o jogo, e com dois erros não forçados, frutos da emplogação, viu o placra ficar apertado em 30x40, ou seja, dos três match points, dois já haviam sido desperdiçados. Iria ela apenas empurrar a bola para o outro lado e esperar o erro de Petrova? Muito pelo o contrário. Neste momento, Oudin apenas manteve os nervos no seu devido lugar e, na primeira bola que sobrou em seu forehand, definiu o ponto com uma bela e ousada bola cruzada, para a alegria dela e de toda a sua família que acompanhavam emocionados dos camarotes da Arthur Ashe Stadium.
Como ponto negativo, o serviço da jovem tenista ainda precisa de algumas reformulações, o que por outro lado, poucas vezes foi a grande arma de uma tenista, com excessão de algumas super atletas como as irmãs Williams, o que se diferencia do circuito masculino, aonde muitas vezes um tenista com poderoso saque varre os oponente nas superfícies rápidas mais na base do saque do que por qualquer outra coisa.
Na próxima rodada, válida pelas quartas de final, Oudin enfrentará a quinta russa na competição. Ela medirá forças a dinamarquesa Caroline Wozniacki, cabeça de chave 9, que derrotou de virada a russa Svetlana Kuznetsova. Por outro lado, Oudin tem motivos para acreditar que pode seguir sonhando com a vaga nas semifinais. Como citei alguns parágrafos acima, ela passou por Maria Sharapova, que foi a campeã do US Open em 2006, e Elena Dementieva, que é nada meno que a atual campeã olímpica.
A torcida norte americana agora aguarda ansiosa por uma final caseira no próximo final de semana. Isso porque Oudin e Serena Williams podem se enfrentar na final. Façam as suas apostas.

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