segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Oudin explode a Arthur Ashe Stadium e chega às quartas do US Open

Não é somente nas irmãs Williams que o tênis feminino norte-americano pode depositar as suas esperanças. Pelo menos é o que mostra a jovem Melanie Oudin, de apenas 17 anos de idade, neste US Open.
A alegria do público não é para menos. Entrando na competição longe dos holofotes, Oudin já derrubou três favoritas em suas quatro partidas em Flushing Meadows.Nas segunda e terceira rodada, eliminou respectivamente as russas Elena Dementieva e Maria Sharapova, respectivamente as cabeças de chave número 4 e 29 do torneio. Para quem achava que a sua sequência de resultados expressivos seria um mero acaso, a jovem tenista mostrou nesta segunda-feira que quer cada vez mais.
A partida diante da russa Nadia Petrova, 13º cabeça de chave começou tensa para Oudin. Ainda que tenha iniciado derrubando o serviço da rival, ela perdeu o seis games seguintes, e no segundo set esteve uma quebra atrás. Quando parecia que Petrova dominaria e caminharia para a vitória, tudo passou a mudar. Com uma postura sempre otimista e vibrando durante os pontos, Oudin buscou o resultado, e soube usar o seu forehand chapado, ponto forte de seu jogo, para dominar os pontos e deslocar a adversária. Outro ponto que chamou a atenção nesta tenista é a variação de seu backhand, ora golpeando com top spin, alternando com bons slices para quebrar o ritmo das trocas de bolas, e ditar o jogo conforme a sua vontade. Com isso, ela levou a segunda parcial ao tiebrek, aonde não deu nenhuma chance de reação à favorita russa.
No terceiro set, Oudin abriu 5x2 e tev o saque para fechar. Vacilou com o serviço, mas não apavorou. No game seguinte, no saque da rival, teve logo 0x40 para fechar o jogo, e com dois erros não forçados, frutos da emplogação, viu o placra ficar apertado em 30x40, ou seja, dos três match points, dois já haviam sido desperdiçados. Iria ela apenas empurrar a bola para o outro lado e esperar o erro de Petrova? Muito pelo o contrário. Neste momento, Oudin apenas manteve os nervos no seu devido lugar e, na primeira bola que sobrou em seu forehand, definiu o ponto com uma bela e ousada bola cruzada, para a alegria dela e de toda a sua família que acompanhavam emocionados dos camarotes da Arthur Ashe Stadium.
Como ponto negativo, o serviço da jovem tenista ainda precisa de algumas reformulações, o que por outro lado, poucas vezes foi a grande arma de uma tenista, com excessão de algumas super atletas como as irmãs Williams, o que se diferencia do circuito masculino, aonde muitas vezes um tenista com poderoso saque varre os oponente nas superfícies rápidas mais na base do saque do que por qualquer outra coisa.
Na próxima rodada, válida pelas quartas de final, Oudin enfrentará a quinta russa na competição. Ela medirá forças a dinamarquesa Caroline Wozniacki, cabeça de chave 9, que derrotou de virada a russa Svetlana Kuznetsova. Por outro lado, Oudin tem motivos para acreditar que pode seguir sonhando com a vaga nas semifinais. Como citei alguns parágrafos acima, ela passou por Maria Sharapova, que foi a campeã do US Open em 2006, e Elena Dementieva, que é nada meno que a atual campeã olímpica.
A torcida norte americana agora aguarda ansiosa por uma final caseira no próximo final de semana. Isso porque Oudin e Serena Williams podem se enfrentar na final. Façam as suas apostas.

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sábado, 5 de setembro de 2009

Em dia de sufoco para os favoritos, Roddick e Sharapova caem no US Open

A rodada deste sábado, dia 5 de setembro, no US Open, foi marcada pela extrema dificuldade que os principais favoritos enfrentaram dentro de quadra.
Os primeiros a sentirem o "drama" foram o suíço Roger Federer e o sérvio Novak Djokovic, respectivamente os cabeças de chave número um e quatro. O suíço, diante do australiano Lleyton Hewitt, ex número 1 do mundo, mas que busca recuperar a sua melhor forma, esteve em dia apático, cometendo diversos erros não forçados, e barrando em determinados momentos na regularidade do fundo de quadra do australiano. Mesmo assim, conseguiu colocar as coisas no seu devido lugar e avançar as oitavas de final com vitória por três sets a um. Com a vitória, ele ainda garante a permanência no topo do ranking mundial pelo menos até o final do Grand Slam norte-americano. Para avançar as quartas de final, ele enfrentará o vencedor do duelo entre o tenista local, James Blake, e o espanhol Tommy Robredo, dois de seus maiores "fregueses" no circuito.
O sérvio, por sua vez, enfrentou o americano Jesse Witten, mero número 276 do ranking mundial, e assim como o suíço, precisou de quatro sets para avançar. Em determinados momentos do jogo, Djokovic mostrou-se extremamente irritado com o seu rendimento, chegando inclusive a arremessar a raquete nos chão. O seu oponente nas oitavas de final será o tcheco Radek Stepanek, cabeça de chave número 15.
Quem não teve a mesma sorte foi o norte-americano Andy Roddick. Após estar perdendo por dois sets a zero para o seu compatriota John Isner, o dono do saque mais potente da história do tênis foi buscar o resultado, empatou o duelo, mas não resistiu e acabou derrotado no tiebreak no quinto set. O resultado foi extremamente frustrante, principalmente devido a grande evolução técnica mostrada no decorrer da temporada, fruto do trabalho com o seu novo treinador, Larry Stefansky. Com a inesperada vitória, o gigante Isner, de dois metros e cinco centímetros de altura enfrentará nas oitavas de final o espanhol Fernando Verdasco, cabeça de chave número 10 do torneio, e que também passou por uma "maratona" para avançar, ao derrotar o alemão Tommy Haas, no quinto set.
Além de Roddick, que também sentiu a dor da eliminação foi a musa russa, Maria Sharapova. Ela foi surpreendida pela norte-americana, Melanie Oudin, de apenas 17 anos, de virada, e não conseguiu emplacar após voltar de contusão. Oudin conquista assim a segunda vitória inesperada no torneio, já que eliminara na segunda rodada, a russa Elena Dementieva, quarta cabeça de chave. Para avançar as quartas de final, a jovem terá mais uma russa em seu caminho, já que enfrentará Nadia Petrova, décima terceira pré classificada. Alguém duvida de mais uma surpresa?
Para o tênis brasileiro, depois de todos os jogadores eliminados em simples, os nossos duplistas também disseram adeus ao torneio. Bruno Soares, ao lado do zimbabuano Kevin Ullyett, sairam na frente, mas levaram a virada diante do argentino Juan Ignácio Chela e do uruguaio Pablo Cuevas. Já André Sá e Marcelo Melo foram derrotados pelos austríacos Jurgen Melzer e Julian Knowle, também de virada. Com isso, perdem a chance de emplacar, já que ambas as parcerias colecionam resultados abaixo do esperado, principalmente nos torneios Grand Slam.
Apostas para domingo, dia 6 de setembro.
Tomas Berdych vs. Fernando Gonzalez - Gonzalez, 3x1
Jo-Wilfried Tsonga vs. Julien Benneteau - Tsonga, 3x0
Gael Monfils vs. Jose Acasuso - Monfils, 3x1
Marin Cilic vs. Denis Istomin - Cilic, 3x0
Nicolas Almagro vs. Rafael Nadal - Nadal, 3x0
Taylor Dent vs. Andy Murray - Murray, 3x0
Juan Carlos Ferrero vs. Gilles Simon - Simon, 3x1
Juan Martin Del Potro vs. Daniel Koellerer - Del Potro, 3x0
Daniela Hantuchova vs. Serena Williams - Williams, 2x0
Kim Clijsters vs. Venus Williams - Clijsters, 2x1
Vera Zvonareva vs. Flavia Pennetta - Zvonareva, 2x1
Francesca Schiavone vs. Na Li - Li, 2x1


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domingo, 30 de agosto de 2009

Bellucci garante mais um brasileiro no US Open. Mello e Julinho caem. E as meninas?


O saldo poderia ter sido muito mais positivo para o tênis brasileiro no qualifying do US Open, último Grand Slam da temporada, mas ainda assim, teremos uma boa quantidade de tenistas representando o Brasil.
Contando com três tenistas na fase decisiva do forte qualificatório, Thomaz Bellucci, Ricardo Mello e Júlio Silva tinham a missão de junta-se à Marcos Daniel e Thiago Alves, garantidos no milionário evento através de seus respectivos rankings. Na posição de cabeça de chave número 1 do quali, Bellucci foi o único dos três que obteve êxito, após vitória em dois sets diante do tenista local, Scoville Jenkins. Ricardo Mello não conseguiu superar o ímpeto do turco Marsel Ilhan, caindo em duas parciais, enquanto Júlio Silva fez um duelo parelho com o francês Josselin Ouanna, mas caiu por 6x4 no terceiro set.
Com a chave principal sorteada, o azar ficou mesmo com Thiago Alves, que terá a dura missão de enfrentar o australiano Lleyton Hewitt, ex número 1 do mundo. Marcos Daniel medirá forças com o imprevisível argentino Jose Acasuso, enquanto que Thomaz Bellucci enfrentará Yen Hsun-Lu, do Taipé, para tentar se vingar da derrota sofrida na primeira rodada do Aberto da Austrália no início da temporada.
Além destes tenistas, o Brasil também será representado em Nova Iorque na chave de duplas. André Sá jogará ao lado de Marcelo Melo, Thomaz Bellucci se uniu à Marcos Daniel, enquanto que Bruno Soares tem o experiente Kevin Ullyett, do Zimbabue.
Mesmo com uma boa quantidade de tenistas brasileiros no masculino, pesa contra o tênis brasileiro o fato de não termos sequer uma teniats disputando o evento nova iorquino, sendo que, nenhuma de nossas meninas se quer se inscreveram no qualifying. Na visão do ex tenistas Thomaz Koch, falta uma tenistas despontar para que outras passem a acreditar. "Vejo meninas esforçadas, mas não sei se está faltando acompanhamento. De repente, se uma der um salto, as outras vão atrás. Então o que está faltando é romper barreiras". Chico Costa, capitão da equipe brasileira na Copa Davis sentencia que a falta de torneios femininos no país dificulta a ascensão de alguma tenista. "É preciso passar por uma reestruturação, ter um grande número de torneios futures, que é uma coisa que nunca tivemos aqui. No momento em que mais técnicos de bom nível entrarem no tênis feminino, as coisas vão melhorar. Não é nada que não possa mudar, há pessoas dedicadas fazendo tudo certo, então tem que partir da Confederação apoiar mais o tênis feminino".


sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Lembranças, saudades e esperanças


Em um país acostumado a ver as glórias da Seleção Canarinho, com épicas conquistas mundiais, entre outras, além da doentia paixão por clubes de futebol, o Brasil passou à partir do final da década de 90, a comemorar sucessos em outra modalidade. Sim, é verdade que o voleibol verde e amarelo nos trouxe imensas alegrias, mas o sucesso destacado acima se trata de uma modalidade individual, com o nome de um calçado, o que na teoria, não despertaria o interesse pela maioria dos brasileiros. Sim, é isso mesmo, o tênis, que sobretudo nos anos 60 teve as infinitas conquistas de Maria Esther Bueno em Wimbledon, quando ela encantou o público londrino, voltava a a ter um brasileiro vencendo competições de importante nível. Em 1997, passando desapercebido, Gustavo Kuerten, apelidado de Guga, ou até mesmo de Manezinho da Ilha, por ser natural de Santa Catarina, fazia o impossível, e reinava no saibro sagrado de Roland Garros, com uma vitória incontestável diante do perigoso espanhol Sergi Bruguera na final. Poxa, seremos agora o país do tênis? Era algo que passava na cabeça da maioria dos brasileiros. Para a alegria de uma nação que tinha o tênis apenas como esporte de elite, tudo passava a ser um mar de rosas, com mais duas conquistas em Roland Garros, nos anos de 2000 e 2001, além do inédito título da Masters Cup em 2000, disputada na cidade de Lisboa, em Portugal, torneio que reunia apenas os oito melhores tenistas da temporada. Nesta competição, o nosso grande ídolo só faltou fazer chover em quadra. Passou por feras e lendas do esporte, como o russo Yevgeny Kafelnikov, além dos norte-americanos Pete Sampras e Andre Agassi, este último, a vítima do brasileiro na final. O título garantiu ao brasileiro a liderança do ranking mundial. Sim, agora podemos dizer que o número 1 do mundo é nosso, e com Gustavo Kuerten, não há quem possa. Porém, com o tempo as contusões apareceram, as dúvidas sobre o seu potencial foram evidenciadas até mesmo por jornalistas que sequer entendem algo minímo sobre o tênis. Esforço por parte de Guga certamente não faltou, pelo contrário, foi o que demais este extraordinário tenista e ser humano demonstrou. Foram inúmeras as vitórias épicas. Somados aos jogos citados no parágrafo acima, porque não lembramos da partida válida pelas oitavas-de-final de Roland Garros em 2001, diante do totalmente desconhecido norte-americano Michael Russel, quando o brasileiro teve de salvar um match point? Ou então, porque não recordar a dura vitória sobre o grande sacador Max Mirnyi no US Open, quando ele saiu de dois sets abaixo? Enfim, eu ficaria aqui até amanhã para relatar tais façanhas.
Pois bem, o tempo passou, Guga deixou saudade, e muita, e até hoje me pego perdido buscando na memória cenas que eu já vi, e vejo novamente quantas vezes forem necessárias, mesmo que tudo pareça ilusório, mas que com certeza, são cenas que parecem não ter fim, e que passam na cebeça de todos aqueles brasileiros amantes deste esporte maravilhoso.
Atualmente, o tênis brasileiro vive uma dura realidade, não que na era Guga fosse muito diferente, pois ele era quem carregava tudo sozinho. Recentemente, Thomaz Bellucci fez nascer uma luz de esperança ao conquistar o título do ATP 250 de Gstaad, na Suíça, enquanto que outros, vez ou outra obtem algum êxito em torneios menores. As únicas alternativas agora são, trabalhar, lutar e incentivar, mas dificilmente deixaremos de buscar na memória as lembranças de uma "rainha" que encantou os ingleses, e de uma manezinho, que não foi o Jairzinho, mas que passou como um furacão pelo mundo do esporte.
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domingo, 23 de agosto de 2009

Federer derrota Djokovic e é tricampeão em Cincinnati



A fase está realmente espetacular para o suíço Roger Federer. Não bastasse as façanhas obtidas no primeiro semestre, com o inédito título em Roland Garros, e com a quebra de recorde de títulos de Grand Slam, conquistada em Wimbledon, o atual número 1 do mundo provou nesta semana que ainda pode render muito mais do que muitos imaginam.
Contrariando aqueles que diziam que ele sofreria uma "queda natural de rendimento", o suíço conquistou neste domingo o Masters 1000 de Cincinnati, sendo o seu 16º título deste porte, ficando atrás apenas do lendário norte americano Andre Agassi. Para conseguir tal feito, Federer derrotou na final o sérvio Novak Djokovic, atual número 4 do ranking mundial, por dois sets a zero, com parciais de 6x1 e 7x5.
O primeiro set foi um verdadeiro passeio do líder do ranking. Sacando com eficiência, e contando com diversos erros de Djokovic, que encontrava dificuldades para se impor do fundo de quadra, Federer ainda soube pressionar o saque do rival, para logo abrir 5x0, e em seguida fechar em 6x1.
No início da segunda parcial, o sérvio conseguiu alongar as trocas de bola e conquistou a quebra de saque logo no segundo game, para em seguida abrir 3x0. Porém, com devoluções precisas, Federer devolveu a quebra. Com 5x4 de vantagem, Djokovic ainda teve uma chance de quebra, o que seria também um set point. Com um bom saque na esquerda do rival, Federer colocou as coisas no seu devido lugar, e empatou o set. Neste momento, o suíço apertou ainda mais o serviço do oponente para conquistar a quebra.
Sacando para fechar o jogo, Federer mostou a eficiência e a frieza de sempre para conquistar o torneio.
O título conquistado neste domingo foi o terceiro de Federer no torneio, curiosamente ocorrendo sempre nos anos ímpares, já que antes havia triunfado em 2005 e 2007. Mais do que isso, ele se credencia ainda mais ao título do US Open, último Grand Slam da temporada, e que tem início no próximo dia 31.
Opinião
Com um volume de jogo espetacular, que foi demonstrado desde a partida das semifinais, diante do britânico Andy Murray, fica cada vez mais evidente que Federer é outro jogador quando joga sem pressão. É verdade que a derrota diante do francês Jo Wilfried Tsonga, na semana passada em Montreal, quando o suíço liderava o terceiro set por 5x1 foi um "quebra regras", porém, algo que nesta semana ficou comprovado que não afetou a confiança e motivação do líder do ranking mundial.
A sua direita vem funcionando com extrema eficiência, além de o seu slice de esquerda ser um grande alicerce nas mudanças de ritmo, o que não permitiu tanto a Murray quanto a Djokovic tomarem ações ofensivas por muito tempo. O serviço de Fedex também está afiado, e o único quesito em que para muitos pode parecer desfavorável a ele, foram algumas subidas precipitadas à rede, algo que na minha visão é algo super positivo, pois mostra o quão seguro e confiante ele está em seu jogo.
O US Open está chegando, e com ele novas histórias serão escritas no mundo do tênis.
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domingo, 16 de agosto de 2009

Murray conquista Montreal e se credencia ao título no US Open.



O britânico Andy Murray está com a corda toda. Em grande ascensão no circuito mundial desde a temporada passada, o talentoso tenista conquistou neste domingo o título do Masters 1000 de Montreal, ao derrotar o argentino Juan Martin Del Potro, de virada, com parciais de 6x7, 7x6 e 6x1.
Mesmo entrando em quadra com a posição de número 2 do ranking assegurada, Murray fez questão de indicar toda a sua garra, mostrando que queria a todo custo a vitória, e chegando a se irritar em determinados momentos da partida. No primeiro set, a única chance de quebra esteve em suas mãos, mas foi desperdiçada em uma tentativa de passada com o backhand, que ficou na rede. Com a decisão da primeira parcial indo ao tiebreak, Del Potro se aproveitou de um descuido de Murray, para depois encaixar ótimos saques e sair na frente.
No segundo set, Murray saiu quebrando Del Potro, porém levou o troco no game seguinte, e com ambos mantendo os seus games de serviço, a decisão foi novamente ao tiebreak. Mais focado, Murray conseguiu se impor com ótimas devoluções de saque, e contando com alguns erros do cansado Del Potro, empatou o duelo.
No terceiro set coube à Murray manter a regularidade, e se aproveitar do cansaço do rival, para assegurar o 13º troféu de sua carreira.
Com a conquista, mais do que o número dois do ranking mundial assegurado, Murray se credencia como um dos grandes favoritos à conquista do US Open, último Grand Slam da temporada. Com excelentes golpes de base, este tenista possui uma grande habilidade para mudar a direção da bola, ora na cruzada, variando com ousados golpes na paralela. Talvez ele ainda peque um pouco por jogar de forma defensiva em determinados momentos da partida, porém, algo que tende a mudar, e está mudando, e muito, principalmente em razão da confiança que ele vem adquirindo. Ainda que tenha se beneficiado pelo período em que Rafael Nadal ficou fora do circuito se recuperando de uma tendinite nos joelhos, a ascensão de Murray deve ser destacada, principalmente devido a regularidade que vem mantendo na temporada. Falta mesmo à ele conquistar o tão sonhado título de Grand Slam, algo que certamente virá com naturalidade.
Quanto ao Del Potro, ele também se candidata ao almejado troféu em Nova Iorque, pois além desta final em Montreal, ele vem da conquista do ATP 500 de Washington. Este argentino é um tenista muito agressivo, consegue gerar potência tanto com o forehand quanto com o backhand, além de possuir um bom saque chapado. Por outro lado, o seu ponto fraco seja a falta de variação em seu jogo. Falta a ele desenvolver um bom slice de backhand, o que certamente irá lhe ajudar muito nos contra ataques, até mesmo para compensar a falta de mobilidade devido a sua altura. Estes aspectos foram explorados por Murray na final deste domingo. Com o cansaço devido a duas semanas intensas, ele conseguiu se manter bem por apenas dois sets.
Temos à partir de amanhã a disputa de mais um Masters 1000, desta vez em Cincinnati. Este é o último grande preparativo para o US Open, e é nesta competição que os favoritos mostrarão se estão mesmo aptos a brilhar Flushing Meadows. Em relação aos grandes favoritos, ainda falta a Federer, Nadal e Djokovic mostrarem algo que ficou para trás em Montreal. A sorte está lançada.
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Tsonga consegue vitória épica sobre Federer. Semifinal dos sonhos em Brasília



Talvez nem mesmo o francês Jo Wilfried Tsonga acreditasse que seria capaz de algo tão grandioso. Mas nesta sexta-feira, dia 14 de agosto de 2009 ele pôde comemorar uma vitória que parecia muito, mas muito distante de suas mãos.Diante do todo poderoso suíço Roger Federer, Tsonga viu o adversário abrir 5x1 no terceiro e decisivo set. Não bastasse a vantagem de Federer no placar, Tsonga se encontrava limitado fisicamente. Porém, o que parecia impossível aconteceu, e o francês devolveu as duas quebras que tinha de desvantagem, e conseguiu a magnífica vitória no tiebreak, e a vaga nas semifinais do Masters 1000 de Montreal, aonde enfrentará o britânico Andy Murray.É claro que antes de mais nada, todo o crédito por este resultado deve ser dado a Tsonga. Primeiro, porque ele não conseguiu este feito contra um tenista qualquer, mas sim diante do atual número 1 do mundo, e recordista de títulos em torneios Grand Slam, com quinze taças conquistadas. Certamente este foi um dos maiores exemplos de superação que presenciei em uma partida de tênis.
Ainda que seja desnecessário buscar hipóteses pela "perda de concentração" de Federer nesta partida, por outro lado, alguns fatores devem ser levados em consideração. Tão logo ele conquistou Roland Garros pela primeira vez, e a consolidação como o maior detentor de títulos de Grand Slam, obtido em Wimbledon, veio o nascimento de suas filhas. Somado todos estes detalhes, acaba sendo muita emoção e adrenalina para ser administrada. Provavelmente, o suíço ainda não teve um momento para esfriar a cabeça, desfrutar das conquistas e dos recordes detidos, e acima de tudo, curtir a vida de pai.Se esta derrota irá afetar a confiança de Federer, a resposta virá provavelmente no US Open, aonde ele defende o título, e terá as atenções voltadas para si.
Semifinal dos sonhos no challenger de Brasília
Mudando o foco, e falando um pouco de challenger, mais especificamente em Brasília, foram definidos os semifinalistas do torneio. O fato curioso é que dos quatro tenistas que ainda lutam pelo troféu, três já possuem um título, ou mais, em torneios de nível ATP. No lado de cima da chave disputarão a vaga na decisão o argentino Juan Ignacio Chela e o chileno Nicolas Massú. Chela possui quatro títulos em seu currículo, enquanto que Massú tem seis conquistas, com destaque para a incrível conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004. No outro lado da chave, o brasileiro Ricardo Mello medirá forças com o argentino Horacio Zeballos. Mello destaca-se pela conquista do ATP de Delray Beach no ano de 2004, e o seu oponente, embora não tenha títulos desta relevância, vive o melhor momento de sua carreira, e vêm da conquista do challenger de Campos do Jordão. Tal situação reflete direto em seu ranking, já que detém no momento a 82º posição, a melhor de sua carreira. Para os amantes do tênis, esta pode ser classificada como a semifinal dos sonhos, pelo fato de ocorrer em um evento de nível challenger.
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