terça-feira, 4 de junho de 2013

Primeiros semifinalistas definidos em Paris

Conhecidos hoje os primeiros semifinalistas de Roland Garros, com apenas uma surpresa, porém, longe de ser considerado uma zebra. Coube ao francês Jo-Wilfried Tsonga, roubar a cena, e eliminar o todo poderoso Roger Federer, e avançar as semifinais no saibro de Roland Garros pela primeira vez em sua carreira.
Confesso que esperava muito mais de Federer, e como postei ontem, considerava uma vitória do francês como improvável, mas novamente o suíço foi vítima dos seus erros, obviamente que sem tirar os méritos do talentoso Tsonga.
No outro duelo do masculino do dia, que decidiu o adversário de Tsonga, David Ferrer enfim colocou um ponto final no conto de fadas do seu compatriota Tommy Robredo, que estava com a movimentação em quadra visivelmente prejudicada devido a sequência de jogos longos. Ferrer, por sua vez, esteve impecável em quadra, fez belíssimas distribuições de golpes, sempre que possível buscando a definição dos pontos, algo não muito característico ao seu estilo.
É muito legal saber que nesta edição de Roland Garros, teremos um finalista inédito, ainda mais por se tratar de dois grandes batalhadores, que há anos estão flertando com uma vaga em uma final de torneio Grand Slam. Tsonga, é bem verdade, disputou uma decisão na Austrália em 2008, quando foi superado por Djokovic, e Ferrer, nunca viu a vaga na decisão de um major tão próxima, já que se livrou de Federer. Favorito para este duelo? Acredito que Tsonga tenha alguma chance de vitória se conseguir encontrar uma fórmula de encurtar os pontos, porém, por se tratar de uma partida em quadra de saibro, a tendência natural é que Ferrer avance a tão sonhada decisão. E ainda que seja cedo, não me surpreenderia se vê-lo no domingo erguendo o troféu de campeão, ainda que caso venha a enfrentar Nadal ou Djokovic, ele não seja o favorito.
No feminino, a italiana Sara Errani conseguiu pelo segundo ano consecutivo chegar a penúltima fase em Paris, e vai motivada a tentar a missão “impossível” diante de Serena Williams. Serena, por pouco não deu adeus a competição, e por instantes pareceu sentir o peso da responsabilidade diante de Svetlana Kuznetsova. Após um primeiro set impecável, perdeu a segunda parcial, e se viu em desvantagem de 0x2 no terceiro set. Porém, o seu melhor momento e a maior capacidade técnica prevaleceram, e ela conseguiu se impor nos momentos mais importantes.
A minha aposta para a partida entre Serena e Errani? Se não sentir o peso da responsabilidade, Serena dificilmente deixar escapar a vaga na decisão, já que possuir inúmeros recursos, diante de uma adversária muito esforçada, porém de poucos requisitos técnicos.
E o Brasil também vem fazendo bonito em Roland Garros. Bruno Soares, ao lado do austríaco Alexander Peya, derrotaram o mineiro Marcelo Melo que atuou em parceria com o croata Ivan Dodig, alcançando as quartas de final. Em busca de vaga na semi, Soares e Peya enfrentam os poloneses Mariusz Fyrstenberg e Marcin Matkowski.
Curioso, é que Soares e Melo travam amanhã outro duelo, desta vez, pelas quartas de final de duplas mistas. Soares atua ao lado da norte americana Lisa Raymond, enquanto Melo faz dueto com a também americana Liezel Huber.
Força, Brasil!!!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Chegando a hora da verdade em Roland Garros

Caros amigos, mais um ano, e mais uma edição de Roland Garros que está ai, e diga-se de passagem, que pena que está terminando. Certamente podemos pontuar o Grand Slam francês como o torneio mais charmoso do circuito, e que nos traz magníficas lembranças da época em que o nosso querido Guga Kuerten desfilava todo o seu arsenal de jogadas plásticas pelas quadras do complexo parisiense.
Ainda que os principais favoritos tenham avançado as quartas de final, algumas pequenas surpresas se garantem entre os oito melhores do torneio, no qual eu destacaria os veteranos Tommy Haas e Tommy Robredo. Robredo virou de forma magistral o embate com Almagro, quando estava dois sets abaixo, e viu o oponente abrir 4x1 no terceiro set, 4x2 no quarto, e 2x0 no terceiro. Agora terá uma parada dificílima contra David Ferrer, jogo que promete longas e intensas trocas de bola. Haas, por sua vez, se vingou com estilo do russo Mikhail Youzhny, que o derrotara semanas atrás no  Masters 1000 de Roma, e agora tem um teste de fogo contra Djokovic. Será que ele aguenta? Pelo menos ele pode se apegar no embate mais recente, quando nesta mesma temporada, despachou o sérvio do Masters 1000 de Miami.
Federer, por sua vez, fez um jogo no mínimo estranho diante do francês Gilles Simon, mas mostrou o quão difícil é um dos quatro primeiros dos ranking mundial serem surpreendidos pelo menos antes das quartas de final de um Slam. O suíço fez um primeiro set de encher os olhos, é verdade, mas na segunda parcial perdeu bastante a intensidade, se afundou em erros não forçados, e viu o adversário, como em uma passe de mágica, virar o placar para dois a um. À partir de então, a luz de alerta do suíço ligou, e ele voltou a dominar as ações, e sem grandes dificuldades venceu as duas últimas parciais, e o jogo. Agora, o embate é contra outro francês, o versátil Jo-Wilfried Tsonga.
Nadal, que após algumas rodadas de pequenos sustos, desta vez foi muito mais firme no fundo de quadra, e não cedeu espaço para os ataques do japonês Kei Nishikori. Vitória por três sets a zero e vaga assegurada nas quartas de final.
E Djokovic? Bem, o sérvio perdeu no duelo contra o alemão Philipp Kohlschreiber, o primeiro set nesta edição do torneio, e mesmo vencendo o outros três, teve alguns pequenos riscos, cedendo inúmeras oportunidades de quebra ao rival, mas soube se impor nos momentos decisivos.
Abaixo o meu palpite para os duelos de quartas de final:
Novak Djokovic x Tommy Haas: certamente um ótimo jogo, em que o alemão precisará se impor para evitar longos ralis, que favorecem ao sérvio. Vou de Djokovic, 3x1.
Rafael Nadal x Stanislas Wawrinka: Acredito que o suíço possa levar algum perigo por apenas um set, ou um set e meio. Mesmo assim, acredito que o touro vença em sets diretos.
Tommy Robredo x David Ferrer: Acredito que a sequência de jogos decididos no quinto set por parte de Robredo, pesarão muito nesta partida. Ferrer 3x0.
Roger Federer x Jo-Wilfried Tsonga: O currículo do suíço sobre a terra batida é mais extenso do que o do francês, e caso não cometa os erros da última partida, deve avançar. Tsonga deverá se apoiar na incansável torcida francesa, e caso consiga fazê-la participar efetivamente da partida, pode complicar. Acredito em uma vitória de Roger em quatro sets.

domingo, 3 de julho de 2011

Campeão de wimbledon e número 1 do ranking. Nole está nas nuvens.



Não é novidade para ninguém a fase que vive o sérvio Novak Djokovic. Seria o mesmo que bater na mesma tecla os inúmeros elogios ao seu desempenho na temporada, porém, Nole conseguiu algo que era questionável em seu jogo, triunfar na grama sagrada do All England Club.
Confesso que algumas partidas irregulares do sérvio colocaram dúvidas também na minha cabeça, como no duelo frente ao cipriota Marcos Baghdatis e diante do inexperiente ausraliano Bernard Tomic. Agora, a decisão deste domingo foi uma aula de como se enfrentar o todo poderoso Nadal no aspecto tático. Primeiramente, o seu forehand angulado no backhand do espanhol, digamos que com três quartos de potência, para em seguida desferir paralelas indefensáveis causam inveja em tenistas do calibre de Roger Federer. É claro que também vale destacar o seu poder de contra ataque para sair dos venenosos golpes com top sin de Nadal.
O que esperar agora deste segundo semestre? Com o número 1 do mundo em suas mãos, e o tão sonhado título em Wimbledon deixam Nole nas nuvens, e certamente ele é o favorito para terminar o ano na liderança do ranking.
E quanto a Nadal? Não sei aé que ponto as cinco derrotas para o sérvio em 2011 podem afetar a sua confiança, porém este fenomenal atleta é alguém que em hipótese alguma deve ser subestimado, e não duvidem se o mesmo retomar a ponta do ranking ainda em 2011.
Quanto ao suíço Roger Federer, é triste não vê-lo mais tão vibrante em quadra, e, com a idade chegando, vai começar a perder terreno caso não investir mais em seu físico. É uma pena, pois falamos no tenista mais completo que o mundo do tênis já viu.

Imagem extraida d endereço:
http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2011/07/288_338-Djoko%2520sorri%2520trof%C3%A9u%2520wimbledon.jpg&imgrefurl=http://oglobo.globo.com/blogs/topspin/&usg=__TEDK6OCu6ryv36kYsBoNQbq0H0g=&h=450&w=306&sz=17&hl=pt-BR&start=0&zoom=1&tbnid=PAMhC8cpT2KUQM:&tbnh=136&tbnw=88&ei=8-oQTqeOD4Te0QHM_p2ZDg&prev=/search%3Fq%3Ddjokovic%2Bwimbledon%2B2011%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26biw%3D1441%26bih%3D581%26tbm%3Disch&um=1&itbs=1&iact=rc&dur=1191&page=1&ndsp=21&ved=1t:429,r:4,s:0&tx=35&ty=38

domingo, 6 de junho de 2010

Recuperado, Nadal vai atrás do recorde de Borg


O espanhol Rafael Nadal mostrou mais uma vez o quanto o seu poder mental é surpreendente, principalmente no que diz respeito a sua capacidade de recuperação.
Nadal, que nesta semana completou 24 anos era contestado por muitos, principalmente após um final de temporada muito abaixo do comum em 2009, fruto de uma séria tendinite nos joelhos, isso tudo somado a perda de sua coroa em Roland Garros na mesma temporada, o que culminou com a perda da liderança do ranking mundial.
E não havia cenário mais adequado para a confirmação de sua total reação do que a charmosa cidade de Paris, no torneio que lhe consagrou, Roland Garros. E o adversário também não poderia ser outro, senão o sueco Robin Soderling, aquele mesmo maluco, que um ano atrás “soltou a mão” em todas as bolas, e conseguiu a maior façanha de toda a sua carreira ao despachar o espanhol nas oitavas de final.
Sim, o pentacampeonato em Roland Garros foi mais do que merecido a este jogador, ainda que ele não seja o tenista mais versátil e que não possui diversos recursos técnicos e variações de jogadas, ele é sempre muito fiel em sua estratégia de contra ataque e bolas com muito efeito top spin, além de sua habitual garra buscando bolas impossíveis para qualquer outro jogador.
O título em 2010 foi o quinto de sua coleção no saibro parisiense, sendo que Rafa está há apenas uma conquista de igualar o lendário sueco Bjorn Borg, algo que fatalmente ocorrerá, em virtude de sua juventude e acima de tudo pelo seu estilo de jogo se encaixar como uma luva nas quadras de terra.
O número 1 do mundo voltou as suas mãos para coroar esta magnífica temporada de quadras de terra, quando ele conquistou o “Clay Slam”, ou para nós, brasileiros, o “Grand Slam do saibro”, já que somado a Roland Garros, ele levantou as taças dos Masters 1000 de Monte Carlo, Roma e Madri.
A permanência de Rafael Nadal no topo do ranking mundial deverá estar assegurada pelo menos até meados de agosto, já que por ter perdido esta parte da temporada em 2009, ele não tem pontos à defender, e vê o seu maior rival, o suíço Roger Federer com a pressão pela defesa do título de Wimbledon.

Imagem extraída do endereço:

http://globoesporte.globo.com/tenis/noticia/2010/06/nadal-conquista-roland-garros-pela-quinta-vez-e-retoma-reinado-no-tenis.html

domingo, 31 de janeiro de 2010

Federer mostra que ainda é o melhor. Parabéns, Tiago Fernandes.


Este domingo, dia 31 de janeiro de 2010 deixou algumas incógnitas esclarecidas, provando que o suíço Roger Federer ainda pode render, e muito, todo o seu arsenal tenístico.
Após conquistar consecutivamente os títulos em Roland Garros e Wimbledon em 2009, o que o levaram a 15 conquistas em eventos deste nível, ou seja, o maior vencedor da história, muito se especulou sobre uma possível queda do atual número 1 do mundo, algo que ficou ainda mais a tona após a perda do título no US Open e no ATP Finals. Tais afirmações foram feitas inclusive por lendas do tênis, como o norte-americano John McEnroe.
É óbvio que estas colocações são, de certa forma, compreensível, pois é difícil um atleta manter uma supremacia e gana de vencer por muitos anos, após bater inúmeros recordes, como fez Roger Federer. O título conquistado neste domingo no Aberto da Austrália, em cima do talentoso britânico Andy Murray, certamente mostrou que o suíço ainda é sim o melhor tenista do circuito mundial. Dificilmente veremos alguém com incrível facilidade em executar os seus golpes, e que faz pouca força para a bola andar, como Federer.
Classifico a partida diante do russo Nikolay Davydenko, nas quartas-de-final como um divisor de águas para ele neste torneio, ainda mais estando um set atrás e com desvantagem de 1x3 no segundo. Agora, esta partida final diante de Andy Murray certamente terá a mesma importância da partida diante do russo, porém desta vez em termos da temporada em geral. Vale destacar que, além de se isolar ainda mais na ponta como o maior vencedor de Grand Slam, agora com 16 taças, Federer conquista também pelo menos o tetra campeonato em três das quatro competições mais importantes, sendo tetra campeão no Aberto da Austrália, penta no US Open, e hexa em Wimbledon. Em Roland Garros ele contabiliza somente uma conquista.
Por outro lado, não podemos deixar de destacar o talento de Andy Murray. O britânico, que lutava para encerra um tabu de 74 anos sem conquista de um tenista de seu país em eventos de Grand Slam, o último foi Fred Perry no Aberto dos Estados Unidos em 1936, é, assim como Federer, um tenista que executa os seus golpes com sutileza, e que possui um excelente preparo físico. Com certeza, naturalmente, o seu primeiro título de Grand Slam irá chegar. Algo parecido ocorreu com o próprio Federer, que mesmo um ou dois anos antes de conquistar o seu primeiro major, já era visto como um grande talento.
Como não poderia passar despercebido, vai aqui os meus parabéns para Tiago Fernandes, que conquistou o primeiro título em simples para o Brasil em um evento de Grand Slam na categoria juvenil. O próprio Guga conseguiu o feito nas duplas em Roland Garros, ao lado do equatoriano Nicolas Lapentti.


Imagem extraída do endereço:



domingo, 1 de novembro de 2009

Bellucci coroa boa temporada com o título em São Paulo


O paulista Thomaz Bellucci continua a sua trajetória de subidas no circuito mundial de tênis. Em uma temporada que teve alguns momentos complicados, quando o jovem tenista deixou inclusive o top 100 do ranking mundial, com coragem e ousadia, ele soube dar a volta por cima.
Não bastasse o título do ATP de Gstaad, Bellucci, agora no top 50 do ranking mundial (ocupa atualmente o 43º lugar), deve agora entrar no top 40 da ATP com o título conquistado neste domingo na etapa de São Paulo da Copa Petrobras, derrotando na decisão o perigoso e experiente equatoriano, Nicolas Lapentti.
A partida deste domingo mostrou inclusive alguns pontos que precisam ser aprimorados no tênis do brasileiro. Não resta dúvida de que ele tem um bom saque e ótimos golpes da linha de base, aonde ele gera muita potência e muda a direção da bola com facilidade. Por outro lado, Bellucci teve alguns momentos complicados no jogo, quando em dois de seus games de serviço no primeiro set, teve de sair de situação de 0x30, fruto da variação de velocidade imposta por Lapentti.
Porém, nada que não possa ser aprimorado com uma boa pré temporada. E é exatamente na pré temporada que Thomaz Bellucci está focado. Mesmo agora com o título do challenger paulista, que deve levá-lo ao top 40 do ranking mundial, ele preferiu encerrar a sua temporada, entrar em um curto período de férias, para em seguida iniciar com tudo as fase de treinamentos, visando um ano de 2010 ainda melhor.
A chave agora para o sucesso permanente estará na disputa dos grandes torneios, entre eles os Grand Slam. São nestes eventos que Bellucci terá de ganhar maior regularidade.
Que venha 2010, e com fé em DEUS, que Thomaz Bellucci continue nos dando mais alegrias, para que o tênis brasileiro deixe de apenas resgatar na memória as glórias de Maria Esther Bueno e Gustavo Kuerten, para sonhar com um presente se não igual ao passado, mas com um determinado brilhantismo. O Brasil merece.


Imagem extraída do endereço:

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Del Potro mostra que merece estar entre os melhores


A façanha de conquistar o US Open, último Grand Slam da temporada, obtida nesta segunda-feira diante do todo poderoso suíço, Roger Federer mostrou à todos não somente as qualidades técnicas de Juan Martin Del Potro, mas também todo o seu poder de luta, determinação e superação.
Como ilustração, seguem alguns fatos. Perder o primeiro set, e estar com uma quebra de desvantagem no segundo, ainda mais tendo pela frente um oponente que é considerado por muitos o melhor de todos os tempos, já seria motivo para tenistas como Marat Safin, entre tantos outros, entregarem a partida. Pois bem, o segundo set foi revertido, e o talentoso argentino venceu no tiebreak.
No terceiro set, Delpo mostrava todo o seu poder de fogo, acertando incríveis golpes da linha de base, chegando a ter uma quebra de vantagem. Porém, com algumas falhas, incluindo duas duplas faltas em momentos cruciais, viu o suíço reverter a situação, vencer o set, e ficar na frente por 2x1. Outro motivo para que muitos outros estraçalhassem a raquete, e em seguida entregassem o jogo, ainda mais tendo de salvar alguns break points no início do quarto set, como também ocorreu nesta partida.
Porém, a garra do argentino falou mais alto, a sua vontade e garra eram evidentes, e ele mostrou toda a qualidade de seus golpes de base, sobretudo o forehand, um golpe em que ele golpeia flat (sem efeito), utilizando uma mecânica com bastante amplitude, o que gera uma enorme aceleração na bola. Com isso, venceu o set, que foi decidido apenas em um tiebreak tenso.
No quinto set, o natural seria que Roger Federer controlasse os seus nervos, e se favorecesse do nervosismo de Juan Martin Del Potro, que disputava a sua primeira final de Grand Slam. Porém, para surpresa de muitos, e confesso que até de mim mesmo, o argentino lidava com naturalidade com esta situação. Conseguiu uma quebra logo no início, e mesmo tendo de salvar alguns break points quando sacava para confirmar a quebra, ele foi paciente, e ousado.
Com isso, a situação de Federer ficou cada vez mais desesperadora, à ponto de ele se afundar em erros, além de não encontrar solução para o potente jogo de seu oponente.
O título conquistado por Juan Martin Del Potro, sem sombra de dúvidas é mais do que merecido. Há cerca de um ano ele vem obtendo resultados expressivos, além de uma regularidade durante a temporada, que o deixa entre os melhores do mundo. O seu estilo de jogo se encaixa em qualquer superfície, talvez com exceção feita à grama, onde ele ainda fica devendo um pouco. Em relação aos aspectos técnicos de seu jogo, como eu já destaquei em algumas matérias anteriores, caso ele desenvolva o slice em seu backhand, poderá ficar ainda mais perigoso, pois teoricamente melhoraria o seu contra ataque. Destaco ainda a sua maturidade, já que controlar os nervos diante de Roger Federer, que é visto como um dos jogadores mais tranqüilos do circuito, e sair de diversos buracos, como foi destacado acima, realmente é missão para poucos.
Quanto a Federer, mesmo com esta derrota, todos sabem das proezas deste eterno campeão, e este resultado não pode, e não irá de maneira nenhuma, manchar a sua brilhante carreira.

Imagem extraída do endereço: